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terça-feira, 25 de junho de 2013

Em junho de 2012 eu escrevi pedindo Constituinte exclusiva para as Reformas Política e Judiciária. Cada uma a seu tempo, claro. Mas eu sou um dos milhares de pessoas que expressam suas opiniões e são absolutamente ignoradas. Fazer o quê, né?

Agora a proposta veio da presidenta Dilma, e antes dela Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, deu várias entrevistas defendendo uma Constituinte exclusiva para a promoção de uma Reforma Política (vídeo).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=hMjACTJxIH4]

A proposta, entretanto, pegou de surpresa essa gente que foi pras ruas protestar sob a bandeira da redução das tarifas dos transportes e também a oposição no Congresso Nacional. Hoje estou convencido de que até o Movimento pelo Passe Livre (MPL) tinha como alvo o PT, Haddad, Dilma e, pasmem!, o ex-presidente Lula (só no Brasil a oposição tenta cassar um ex-presidente). Todos eles queriam participar da vida política como se no Brasil esta fosse uma prática abolida pelo PT durante o governo Lula e, quando chamados de fato a dizer se querem uma reforma política no país, consideraram o convite um golpe do PT contra a Constituição.

Imaginem vocês que Fernando Henrique Cardoso já foi favorável a uma reforma política como neste artigo da Folha de São Paulo (Aqui) afirmando:
O presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta quinta a proposta de constituinte restrita em 1999, de autoria do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), para acelerar a aprovação das reformas tributária, política e do Poder Judiciário.
Mas agora, casuisticamente, diz que é contra. Por quê?
Após o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff Aécio Neves, senador pelo PSDB e candidato a presidente em 2014 concedeu entrevistas para dizer que a proposta seria uma afronta ao Congresso Nacional, órgão que possui a competência para convocar um plebiscito, mas dias antes bradava na tribuna do senado o grito exigindo que a presidenta ouvisse o clamor das ruas. E o que pediam os manifestantes nas ruas?

Apesar do movimento ter começado com destinatário, endereço e CEP muitas pessoas bem intencionadas foram às ruas e com bandeiras legítimas como a da qualidade dos transportes, mobilidade urbana e reforma política. Claro, também havia bandeiras dos fascistas que começaram todas as manifestações como não contratar médicos do exterior, contra a pec 37 e mudanças políticas, mas sem muita clareza sobre que tipo de mudança queriam o que deu margens à várias interpretações. Eu, por exemplo, entendi que queriam dar um golpe já que no voto é ruim de tirar o PT do poder.

Há muita informação sobre a questão de trazer médicos de outros países, se é que desejam vir para o Brasil, mas prefiro ficar com a opinião do ministro Alexandre Padilha, uma vez que nossos médicos são demasiados mercantilistas e há uma demanda não coberta pelos profissionais brasileiros. Também sou favorável a aprovação da PEC 37 e o argumento que melhor me representa é este da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Além disso a atuação do Procurador Geral da República Roberto Gurgel protegendo os bandidos do PSDB e acusando sem provas o pessoal do PT, só por ser do PT, me deixou com uma péssima impressão do MP.

Mas as manifestações ainda continuam apesar da mitigação. Agora grupos mais politizados tentam dar um novo rumo ou levantar bandeiras que efetivamente afetam a vida da população. Mesmo assim considero que grupos reacionários, bandidos e vândalos ainda convocam manifestações para aprontarem das suas invadindo lojas e roubando mercadorias. Os mais politizados entraram na dança porque foram chamados a dançar e agora tentam hastear as bandeiras que efetivamente alteram as relações de poder.

O país ta vivendo uma ebulição política e não é possível um prognóstico para um futuro próximo, sobretudo com a imprensa sempre jogando contra. Se acontecem manifestações pedindo mudanças o governo precisa tomar uma atitude, quando o governo toma mudam o discurso e dizem que o governo atropela competências. Ora, a população fica em meio a uma turva incompreensível e os ânimos se acirram entre os que são a favor e os que são contra de maneira tão apaixonada que escapa a qualquer razão e compreensão. Hoje mesmo recebi um comentário de um conhecido sobre a reforma dos banheiros de Joaquim Barbosa que custou 90 mil que é uma verdadeira aberração. Vejam:
Meu caro amigo Rildo, 90 mil gasto com quem está tentando acabar com a vida fácil daqueles que não fazem jus ao que ganham e gastam valores na esfera astronômica com falcatruas, é nada comparado ao mérito do ministro,pois o mesmo gastou parte de sua vida estudando para chegar onde chegou neste país preconceituoso que você conhece muito bem!!!
Como assim acabar com a vida fácil de uns tornando a sua fácil também? Como assim superfaturamento pode ser justificado por conta das atribuições do cargo que ocupa? Estamos nos bestializando; tornando-nos seletivos tando aos elogios quanto às críticas e deixamos de lado a razão que deveria conduzir o bom debate para o bem do Brasil e dos brasileiros e quem mais contribui para este caos é exatamente os veículos de comunicação. Não sem uma intencionalidade implicada, mas devidamente planejada porque precisam retomar à condição de quarto poder.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Terrorismo Sim!

Recebi um email reclamando do termo que uso sobre o GTOG - Grupo Terrorista Organizações Globo. Mas vejam se não tenho razão. O R7 publica uma matéria com o título Capa da Época provoca polêmica sobre imparcialidade nas eleições e fala dessa capa da Época, uma revista cujo comando está nas mãos do neofascista e megaterrorista Ali Kamel.

Na matéria a cientista político da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) Maria do Socorro comenta (observem que não é uma fonte em off que a matéria esconde para não revelar):

A cientista política e professora da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) Maria do Socorro - que também defende que revistas e jornais declarem voto – diz que reportagens como a da Época, publicada às vésperas do início da propaganda eleitoral gratuita, podem pegar de surpresa os eleitores menos informados.

  • - Acho que é um pouco retornar àquela velha cultura de jogar assuntos que levem ao medo, que aterrorizam o eleitor.

Ela lembra que o primeiro “jogo sujo” da oposição à Dilma nesta campanha foi ligar o PT às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

  • - Quando há a possibilidade de perder num primeiro turno, usa-se todos os meios para desconstruir a candidatura que lidera. A tendência, agora, será a de abrir fogo contra Dilma (R7, 2010: os grifos em negrito são meus).

Agora pergunto: isso é ou não é fazer terrorismo eleitoral?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ele é mesmo um Indiota

O vice do tucano que mente por minuto resolveu voltar às cargas contra a petista Dilma Rousseff. Claro, o globo não podia deixar passar essa. Aliás, eles nem se dão conta de que quanto mais a expõem, mais ela cresce nas intenções de votos.

Pois saibam que o Indiota resolveu falar. No Globo ele dá conta de que a candidata Dilma Rousseff é desconhecida [com 41 pontos no datafalha! Imaginem se fosse conhecida!...]. Agora ele pode falar. Afinal, já é conhecido do país inteiro como o único Índio idiota do Brasil. O moleque que levou um pito do partido aliado e ficou calado por alguns dias. Sobre isso, fiquei sabendo que ele foi indicado para compor a chapa com o tucano que mente por minuto para limpar a barra do Maia filho, já que ambos disputariam os eleitores num mesmo nincho eleitoral. Se é verdade ou não, não posso afirmar, mas que tem lógica tem.

Quanto as críticas que o guri fez à Dilma, tá no Globo on-line:

RIO - O vice na chapa do presidenciável José Serra (PSDB), Indio da Costa, não poupou críticas à candidata Dilma Rousseff (PT) ao sair do debate da TV Bandeirantes na noite de quinta-feira, onde acompanhou o desempenho de seu candidato, Fernando Gabeira (PV). O democrata pediu que a petista deixe a garupa do presidente Lula, seguindo a frase que Serra disse em entrevista ao "Jornal Nacional". Ele disse ainda que Dilma, "na prática, é uma desconhecida da sociedade brasileira". (Leia também: 'Economist' vê 'dificuldades' em Serra tirar vantagem de Dilma)

- Espero que os candidatos cada vez mais debatam os conteúdos, o que cada um pretende fazer. Que a candidata (Dilma) saia da garupa do presidente para debater o que realmente pensa, quem ela é, porque, na prática, ela é uma desconhecida da sociedade brasileira [quando for conhecida, a eleição acaba sr. Da Costa]. Saber o que ela quer para a saúde, a educação e o transporte. Como ela pensa o país [quem tem que dizer como pensa o país é o seu candidato que mente por minuto. Até agora só soube mentir]... - disse o vice de Serra, ao ser perguntado pelo GLOBO sobre futuros debates na TV (os grifos em negrito são meus).

O abestado vai voltar à carga de ofensas e mentiras contra o PT e contra a candidata Dilma. Mas só até o dia da eleição. Depois ele vai se recolher à sua insignificância.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

E os fotógrafos, cinegrafistas e jornalistas?

Onde vai o candidato tucano que se apropria da autoria de Leis aprovadas no CN tem sempre muitos jornalistas (todos do PIG), cinegrafistas e fotógrafos para acompanha-lo. Normalmente cuidam de fazer aquele bloqueio para dar a impressão de que ele é acompanhado por muita gente. Ontem mesmo um segurança do tucano e um cinegrafista acabaram se atracando numa padaria no ABC paulista onde aquele que se apropria da autoria de Leis aprovadas no CN foi tomar um café (ele adora tomar café em padaria pra sair na Veja, no Globo, na Folha de São Paulo e no Estadão. Com direito a aparecer na foto aquela fumacinha da evaporação do líquido cafeinado), e quebraram uma vitrine de salgados.

Agora reparem na foto e me digam: quantos jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas cercam Dilma Rousseff e Lula?

Seriam todas essas mãos de cinegrafistas, fotógrafos e jornalistas?

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Bonner no papel de advogado do PIG: "candidata, vamos aproveitar o tempo da melhor maneira..."

Na entrevista que Dilma Rousseff deu hoje ao Jornal Nacional, Bonner mostrou-se verdadeiro advogado do PIG.

Num determinado momento, interrompendo a todo instante a candidata Dilma, tentando desviar o assunto, já que Dilma estava falando do momento próspero do governo LULA, ele não se contém. Sua raiva rompeu com os limites da arcada dentária e não esperou a candidata terminar o raciocínio: vociferou: "candidata, vamos aproveitar o tempo da melhor maneira."

Qual é a melhor maneira de aproveitar o tempo sr. Bonner? Não respondendo às suas perguntas? Ocultando o que de bom fez o governo LULA? Ainda bem que dona Fátima lhe colocou no devido lugar (o que, aliás, corrigido por dona Fátima, o Bonner não falou mais nada).

Abaixo transcrevo como o mal educado do Bonner interrompe dona Dilma.

Dilma Rousseff: Eu acho que o PT não tinha tanta experiência, eu reconheço isso. Ninguém pode achar que um partido como o PT, que nunca tinha estado no governo federal, tivesse, naquele momento, a mesma experiência que tem hoje. Acho que o PT aprendeu muito, mudou, porque a capacidade de mudar é importante.

William Bonner: Candidata, vamos aproveitar o tempo da melhor maneira... O PT tem hoje nas costas oito anos de governo, então é razoável que a gente aborde aqui alguma das realizações. Vamos discutir um pouco o desempenho do governo em algumas áreas, começando pela economia. O governo comemora muito melhoras da área econômica, no entanto, o que a gente observa, é que quando se compara o crescimento do Brasil com países vizinhos, como Uruguai, Argentina, Bolívia, e também com os pares dos Brics, os chamados países emergentes, como China, Índia, Rússia, o crescimento do Brasil tem sido sempre menor do que o de todos eles. Por quê? (grifo meu)

Dilma Rousseff: Eu acredito que nós tivemos um processo muito mais duro no Brasil com a crise da dívida e com o governo que nos antecedeu. Eu acho que o Uruguai e a Bolívia são países, sem nenhum menosprezo, acho que os países pequenos têm que ser respeitados, do tamanho de alguns estados menores no Brasil, que é um país de 190 milhões de habitantes. Nós tivemos um processo no Brasil muito duro. Quando chegamos no governo, a inflação estava fora de controle. Nós tínhamos uma dívida com o Fundo Monetário, que vinha aqui e dava toda a receita do que a gente ia fazer. Nós tivemos que fazer um esforço muito grande para colocar as finanças no lugar e depois, com estabilidade, crescer. Este ano, a nossa discussão é que estamos entre os países que mais crescem no mundo, estamos com a possibilidade de ter uma taxa de crescimento de 7% do Produto Interno Bruto. Sem fazer comparações, a queda da economia na Rússia no ano passado foi terrível. Criamos quase 1,7 milhão de empregos no ano da crise.

Dilma mandou muito bem apesar do Bonner. Só faltou ela dizer que aquela emissora e seus comentaristas econômicos ficaram dias a dizer que crescimento a 7% seria desastroso para o Brasil (será que Bonner não assiste a tv em que trabalha?).

E por que Bonner disse que deveriam aproveitar o tempo da melhor maneira? Primeiro porque perdeu a linha vendo Dilma Rousseff lhe dar um banho de competência; segundo porque Kamel deve ter lhe dito pela escuta (o aparelho que fica na orelha do apresentador e que o produtor fica falando o que o ventríloquo tem que dizer) que devia aproveitar o tempo que tinham para tentar desmoralizar Dilma Rousseff e desqualificar sua candidatura.

Dilma que não é boba nem nada, deu-lhe respostas apropriadas para as perguntas mal formuladas. E ainda levou um pito de dona Fátima para que calasse -e calou!- o restante do tempo da entrevista. Ah, Bonner!...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Meus candidatos já definidos



Weissheimer: Campanha tucana sem rumo

Artigo de Marco Aurélio Weissheimer. Extraído da Carta maior


Com seu humor habitual o jornal Hora do Povo satiriza a debandada nas fileiras da candidatura de José Serra à presidência da República. “Ninguém que aparecer ao lado do morto. Campanhas do PSDB e do DEM tiram nome de Serra em 12 Estados”, destaca a HP. Nos últimos dias, a Folha de São Paulovem publicando matérias sobre a resistência dos aliados de Serra em usar o nome e a imagem do candidato tucano em seus materiais de campanhas nos Estados. De Norte e Sul do país, marqueteiros das mais diferentes matizes dão um mesmo um conselho: associar o nome a Serra pode custar muitos votos. Mesmo lideranças xiitas da oposição, como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e José Agripino Maia (DEM-RN) estão distribuindo material de campanha sem mencionar a candidatura Serra.

Mesmo em Estados onde o PSDB governa, como é o caso do Rio Grande do Sul, a solidão tem sido companheira de Serra. O candidato tucano esteve em Porto Alegre no dia 23 de julho, quando participou de uma caminhada pelo centro da cidade. Não contou com a companhia da governadora Yeda Crusius (PSDB), que alegou problemas de agenda para não participar do ato. Neste caso, fica difícil dizer quem evitou quem uma vez que a popularidade de Yeda Crusius não é das maiores em função da sucessão de denúncias e escândalos de corrupção em seu governo. Se nomes como Arthur Virgílio, José Agripino Maia e Yeda Crusius não querem aparecer ao lado de Serra, quem o fará? O problema adquire contornos dramáticos na campanha tucana no momento em que as pesquisas começam a convergir apontando para a estagnação da candidatura tucana e para o crescimento contínuo da candidatura de Dilma Rousseff (PT).

"Pesquisa das pesquisas" aponta tendência de alta de Dilma

A pesquisa Ibope divulgada dia 31 de julho, dando uma vantagem de cinco pontos para Dilma Rousseff (39 a 34) confirma uma tendência apontada pelo Doxa, Laboratório de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública, que vem fazendo uma média de todas as pesquisas realizadas em 2010. Segundo dados deste ano, atualizados até 25 de julho, Dilma saltou de 25 para 41 pontos na média de todas as pesquisas. Já Serra permanece estagnado na casa dos 36 pontos. Dos últimos levantamentos divulgados, apenas o Datafolha ainda mostra Serra na frente de Dilma (um ponto). Os demais institutos de pesquisa apontam para a tendência citada acima.

Mas tudo isso é conseqüência. Os verdadeiros problemas da candidatura Serra, conforme já admitem seus próprios aliados, é de natureza política. Com um discurso errático que, ora procura pegar carona nas realizações do governo Lula, ora situa-se no terreno da extrema-direita, a campanha de Serra oscila de um lado para o outro. Num dia o candidato diz vai duplicar os benefícios do Bolsa Família, noutro critica a política de gastos do governo Lula, noutro ataca o Mercosul, a Bolívia e procura vincular a candidata do PT à guerrilha colombiana. Nesta terça-feira, Raimundo Costa, repórter especial de Política do jornal Valor Econômico, observa em sua coluna:

“O candidato insiste em cometer erros "testados" em outras campanhas dele mesmo. Este é o caso do discurso de Serra sobre a Bolívia, o Irã e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - as Farcs, um problema que já se apresentara à campanha presidencial de 2002, que Serra perdeu para Lula. Todas as pesquisas feitas à época mostraram que eram assuntos distante das pessoas e do interesse só dos eleitores já convertidos à causa tucana”.

Costa escreve ainda que deu tudo errado na coreografia de campanha ensaiada por Serra e que a prioridade do PSDB agora é evitar que Dilma ganhe a eleição já no primeiro turno:

Pelos cálculos do PSDB, o tucano chegaria ao horário eleitoral gratuito à frente da candidata do PT, Dilma Rousseff. Três dos quatro institutos de pesquisa mais conhecidos já apontam a petista à frente - o Datafolha registra empate técnico, mas também a melhoria de Dilma e a queda de Serra em todas as demais variáveis, do voto feminino à rejeição do eleitor. Na prática, o tucano entra no período de propaganda de rádio e televisão com uma preocupação mais imediata: manter o que tem e evitar que Dilma liquide as eleições já no primeiro turno.

Primeiro debate e novas pesquisas

Na quinta-feira, a partir das 22 horas, ocorre, na TV Bandeirantes o primeiro debate presidencial em cadeia nacional. As pesquisas eleitorais que devem ser divulgadas nos próximos dias (Sensus e Ibope, pelo menos) tornaram-se um pesadelo para a campanha de Serra. Caso se confirme a manutenção da tendência apontada pelo Doxa, a vantagem de Dilma pode chegar perto da casa dos 8 pontos, o que faria aumentar ainda mais a debandanda direta ou disfarçada nas hostes serristas Brasil afora. É um fato bem conhecido das campanhas eleitorais. Quanto mais a data da eleição se aproxima, maior a tendência de os candidatos preocuparem-se, sobretudo, com a sua própria eleição.

Percepção de melhoria da economia beneficia Dilma

Os problemas de Serra não terminam por aí. A pesquisa Ibope de 31 de julho mostra ainda, conforme destaca matéria do jornal O Estado de São Paulo, uma correlação direta entre o desempenho de Dilma Rousseff e a percepção dos eleitores de que houve melhora nas oportunidades de emprego e no poder de compra da população nos últimos dois anos. Segundo o Ibope, sete em cada dez eleitores consideram que seu poder de compra melhorou desde 2008. Neste segmento da população, Dilma tem 47% das intenções de voto, uma vantagem de 17 pontos em relação a Serra. Em relação ao emprego, 57% dos eleitores ouvidos pelo Ibope disseram que as oportunidades melhoraram “um pouco” ou “muito”. Neste segmento, Dilma tem 47% e Serra apenas 28%.

Essa percepção, afirma a mesma matéria, ajudaria a explicar o fato de Serra ter seu melhor desempenho no Sul do país. Nesta região, a percepção de melhora das condições de vida atinge 58% do eleitorado, contra 75% no Nordeste. “Dada as diferenças de perfil econômico, Nordeste e Sul sofreram impactos distintos de políticas públicas do governo, como a valorização do salário mínimo e a ampliação de programas sociais”, conclui a matéria.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Todo candidato é Lula

A campanha mostra uma face realmente interessante. Apesar das pesquisas datafolha dar uma ligeira vantagem para o candidato tucano (1 ponto à frente de Dilma Rousseff), parecendo-nos crível que o ex-governador de São Paulo teria uma preferência nacional majoritária, não é o que revela os panfletos, cartazes, placas e faixas de candidatos aliados do tucano.

O Correio Braziliense, numa reportagem de Alana Rizzo, "o material de campanha usado até agora pelos aspirantes aos governos estaduais não prioriza o presidenciável". A repórter afirma que o jornal fez levantamento em 12 Estados e garante que o nome do presidenciável não é destacado no material de campanha.

No Paraná, Beto Richa (PSDB) reservou, apenas, um espaço na página da internet. Em São Paulo (Pasmem!) "sua candidatura ocupa um canto da página, ao lado dos candidatos ao Senado Aloysio Nunes e Orestes Quércia". diz a reportagem.

Rizzo continua a elencar o desastre da candidatura tucana nos estados:

  • No Rio Grande do Sul, a candidata à reeleição Yeda Crusius não ostenta fotos de Serra no comitê central. O mesmo ocorre no segundo maior colégio eleitoral, Minas Gerais. Apenas Antônio Anastasia, candidato ao governo, e Aécio Neves, ao Senado, estão na imagem do QG tucano em Belo Horizonte. O nome do ex-governador de São Paulo aparece — pequeno — em um santinho de Itamar Franco, candidato ao Senado. Destaque mesmo, por enquanto, só em adesivos. O mesmo ocorre no Acre. “No santinho, só tem o governador. O do Serra é um adesivo com o 45”, diz a assessoria de Tião Bocalom, candidato ao governo.
  • Os tucanos contam com Simão Jatene na disputa pelo governo do Pará contra a atual governadora Ana Júlia Carepa (PT). Entretanto, o material do candidato tucano não reforça a candidatura nacional. Até agora só o nome de Jatene ganhou as ruas. Ontem, Serra fez a primeira visita à região Norte desde o início da campanha. Passou o dia em Palmas (TO). Adesivos e fotos ao lado de Siqueira Campos, candidato ao governo, foram distribuídos (Rizzo, Correio Braziliense, 2010).

A pergunta que fica é a seguinte: Se nos Estados os (inclusive) candidatos do PSDB esconde a candidatura do ex-governador, como pode o datafolha ter conseguido 37% das intenções de voto em pesquisa realizada, indicando a liderança tucana na corrida presidencial? O que nos dirá a pesquisa Ibope a ser divulgada nos próximos dias? A conferir.


Estamos elencando os compromissos da candidata Dilma Rousseff. Acompanhe e colabore (não esqueça de nos indicar a fonte)

1- (Radar Político, do Estadão)

+ A petista falou que o então presidente Fernando Henrique Cardoso “proibiu” a construção de escolas técnicas no País. “Nós construímos 249 novas escolas. Eu pretendo levar uma escola técnica a cada município com mais de cinco mil habitantes”.

+ A presidenciável também alfinetou Serra ao dizer que planeja construir uma antiga reivindicação dos potiguares, que é o aeroporto de São Gonçalo, com uma Parceria Público Privada (PPP). “Essa obra é um dos meus compromissos. Essa possibilidade de criar uma zona de exportação é muito importante. Porque o RN é o ponto mais próximo dos EUA e da Europa. Meu adversário disse que é um absurdo construir esse aeroporto. Essa é uma posição errada quando se percebe o tamanho do Brasil” (0s grifos são nossos).

terça-feira, 20 de julho de 2010

Arthur Virgílio (PSDB-AM) e sua relação com as Farc

Extraído do Tijolaço

Seria o líder do PSDB no Senado Arthur Virgílio ligado ao narcotráfico? A julgar pela lógica demotucana que vem sendo empregada contra o PT, sim. Afinal, Arthur Virgílio recebeu dois representantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que são apresentadas como ligadas ao tráfico de drogas, portanto o senador tucano também estaria ligado ao crime. Não é assim que estão apresentando uma suposta vinculação do PT com as Farc e o narcotráfico?

Arthur Virgílio não só recebeu o representante das Farc no Brasil, Hernán Ramirez, como foi apontado por este como o principal interlocutor do grupo na intenção de instalar uma representação no Brasil, em 1999, portanto durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, como conta matéria da Folha de S.Paulo de 21 de agosto daquele ano. A assessoria de Virgílio confirmou à Folha a visita de membros das Farc ao gabinete do deputado, mas não soube dizer o resultado do encontro.

O encontro entre Virgílio e o integrante das Farc foi confirmada mais uma vez pela Folha, em 11 de outubro de 2002, quando duas notas na coluna de Mônica Bergamo, com os títulos Fantasma 1 e Fantasma 2, retomaram o assunto. Na primeira nota a colunista trata da “ligação” (assim, com aspas) do PT com as Farc por conta de uma visita de Hernán Ramirez ao então governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, em 1999. “Na época, Ramirez visitou também o deputado Arthur Virgílio (PSDB-AM), secretário-geral do PSDB e líder do governo no Congresso”, escreveu a colunista.

Na segunda nota, a colunista reproduz fala de Virgílio de que a tal visita só lhe trouxe aborrecimentos, com as declarações de Ramirez de que o senador tucano era o “principal interlocutor” da guerrilha no Brasil. “Eles são malucos, uma espécie de Prona da Colômbia”, diz Virgílio na nota, comparando às Farc ao extinto partido brasileiro fundado por Enéas Carneiro, que posteriormente fundiu-se ao PL, formando o PR. O deputado Marcos Rolim (PT-RS) também é citado na segunda nota considerando que “foi um erro” Olívio Dutra receber as Farc.

Em março de 2005, as supostas ligações das Farc com o PT voltaram a tona com um documento da Abin, apresentado pela revista Veja, que registrava uma promessa de doação de US$ 5 milhões para a campanha presidencial brasileira, em 2002, por parte das Farc, que não mereceu investigação pela falta de elementos suficientes. Os próprios parlamentares que participaram da reunião com o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional e com o diretor da Abin confirmaram que no documento que lhes foi apresentado não havia referência ao nome do beneficiário nem ao PT.

Em matéria da Folha de S.Paulo, de 17 de março de 2005, o senador Aloizio Mercadante afirma que Arthur Virgílio encontrara-se com o padre Olivério Medina, em 1998, na condição de secretário-geral do PSDB. “Ele [Virgílio] disse que estava buscando uma solução pacífica para um conflito armado. Não vejo nada que o desabone”, afirmou Mercadante.

Mas a ressalva de Mercadante não é usada agora depois que o vice Da Costa afirmou com todas as letras e está gravado para quem quiser ouvir que o PT é ligado ao narcotráfico. O pior é que José Serra veio sem seguida, com sua conhecida dissimulação, dizer que que todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, que é ligada ao narcotráfico. Serra não se estende sobre que tipo de relação seria essa. Será que não é exatamente a mesma estabelecida por Virgílio em busca de uma solução negociada para o conflito no país vizinho? Se não for, Serra deveria ter a dignidade de explicitá-la. Caso contrário, permitirá que gente mal intencionada e dissimulada associe o senador tucano ao narcotráfico. E mais ainda, considerando que Virgílio é um expoente do PSDB, também ligar o partido ao narcotráfico. E, por fim, já que Serra é um tucano-mor e candidato a presidente pelo PSDB, também vinculá-lo ao narcotráfico.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Folha omite o nome de Dilma Rousseff

Prt Sc da página da Folha de São Paulo - o panfleto do psdb e da Marina


Na página on-line da Folha de São Paulo (foto), acessada às 17 horas de hoje (16/7), o nome da candidata do PT não aparece no quadro especial para as eleições de 2010.

Dona Cureau, a vice-procuradora que anda desesperadamente atrás de "furos" do presidente LULA para tentar dar um golpe, tem "olhos de lince para ver o defeito dos outros e de toupeira para ver os próprios" (Roterdã, E.) se faz de cega e obediente à folha com suas artimanhas políticas.

Observem na imagem que a folha traz o nome e imagem da Marina e o nome de Serra, mas até na caminhada no Rio de Janeiro, onde estão participando Cabral, Dilma e Lula omitem o nome da candidata do PT, Dilma Rousseff.

A folha já fez sua opção e todos sabemos disso, mas não precisava se fazer panfleto demo-tucano né?

E Marina? O que faz ali?

Marina é aquela candidata que ganha espaço na mídia para tentar tirar votos da Dilma Rousseff. Ela mesma sabe disso e se sujeita à esse papel, tanto que anda fazendo críticas à LULA e ao PT. Somente com discurso assim ela é capaz de se manter visível nessas mídias - ou ela pensa que se ameaçasse a posição do governador que alagou o Jardim Romano, em São Paulo, a folha a manteria alí?

sábado, 26 de junho de 2010

A saída para os filhos de FHC seria Marina Silva?


Serra e Marina: objetivo comum é conter avanço de Dilma Rousseff - foto recortada do Conversa Afiada

Quando o PSDB anunciou o senador Álvaro Dias (PR) como vice do candidato tucano numa chapa ‘puro sangue’ expôs mais claramente a crise que vive a oposição. É bem verdade que o anúncio partiu do deputado cassado por corrupção Roberto Jefferson (PTB-RJ) e serviu para medir as reações dos aliados. Esta veio à caráter:

A eleição nós já perdemos, não podemos perder o caráter. Tentaram me isolar, mas não conseguiram apoio

Presidente do DEM, Rodrigo Maia, sobre as eleições e a tentativa do PSDB em emplacar Álvaro Dias como vice de Serra

(Blog do Noblat)

Maurício Dias já escrevera para a Agência Carta Capital (06/10) que Marina está sendo usada pela mídia para tentar conter o avanço de Dilma Rousseff e ajudar o tucano na corrida presidencial. Hoje, a colunista Míriam Leitão dá uma contribuição. Disse ela em seu blog:

A grande questão é: por que Marina é crivada de perguntas (Quem pergunta? Não é a mesma imprensa que tenta dar à ela o espaço útil para tentar conter Dilma?) sobre sua fé e não há a mesma ilação sobre o risco de transposição das doutrinas religiosas para as políticas públicas quando o candidato é da religião dominante no país? Aos outros, basta responder afirmativamente à pergunta clássica se acredita em Deus. E nisso aí, há uma hipocrisia: só se aceita como boa a resposta positiva, como se o Brasil não pudesse ser governado por um agnóstico. (Leitão, 2010: O Globo; grifo meu)

O editorial da Carta Maior traz mensagem do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) criticando duramente a escolha do PSDB. Álvaro Dias já manifestou que pode declinar do convite do partido se o DEM mantiver a posição de deixar a coligação caso os tucanos insistam em chapa puro sangue, posição aceita apenas para a indicação e aceitação do mineiro Aecio Neves, hipótese improvável, dada as circunstâncias do processo eleitoral. Diz o editorial da Carta:

“O poder do Serra de desorganizar as coisas é fora do comum. O Álvaro Dias não acrescenta nada e desagrega muito”. A declaração veiculada pela UOL é do DEMO Ronaldo Caiado, que não aceita uma chapa tucana pura e já sugere romper a aliança do seu partido com o PSDB se o senador paranaense for confirmado na vaga. '...se na campanha nos tratam assim, imagine depois... Eu não ganho votos apoiando o Serra. Eu transfiro votos pra ele', desabafou. Em resumo, a candidatura Serra é uma batata-doce queimando na fogueira eleitoral e ninguém mais bota a mão no fogo por ela'

(Carta Maior; 26-06)

Para piorar as coisas para as intenções tucanas, além da pesquisa nacional CNI-Ibope indicando Dilma 5 pontos à frente de Serra, outra regional, também do Ibope, no Amazonas, indicam

“ampla folga da candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, no Estado, com 66% das intenções de voto, contra 18% para o candidato tucano [...] A pesquisa foi encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Federação da Agricultura do Estado do Amazonas, Federação do Comércio do Estado do Amazonas, Associação Comercial do Amazonas e Centro da Indústria do Estado do Amazonas. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. (Terra, 2010)”

E aí? Para os filhos de FHC seria Marina Silva a saída para conter o avanço de Dilma Rousseff? Ao analisar os números e as tendências, essa mídia pode tentar qualquer coisa que, a meu ver, nada impedirá Dilma de continuar crescendo e tornar-se a primeira presidenta que o Brasil registrará na sua história.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

CNI - Ibope: Dilma assume a dianteira

Vejam as imagens gráficas da nova pesquisa encomendada ao Ibope pela CNI - Confederação Nacional da Indústria e divulgada nesta quarta, 23. A pesquisa foi feita de 20 a 22 desse mês em 141 municípios com 2.002 eleitores, depois que Serra, ferindo a lei, apareceu como estrela principal nos programas do DEM e do PPS. O programa partidário do PSDB também contribuiu para uma maior exposição de Serra, mas nada disso teve efeito. (PH Amorim, 2010; Azenha, 2010).







FHC joga a toalha e diz que Serra não vence as eleições (Mônica Bérgamo, da Folha: para assinantes). A situação do ninho tucano está tão feia que o candidato não pode mais escolher o presidente do partido para ser o seu vice. Sérgio Guerra, senador tucano, foi descoberto por ter nomeado funcionários fantasmas no Senado Federal. Segundo a Folha de São Paulo, reportagem de Breno Costa, oito parentes de Caio Mário Mello Costa Oliveira, uma espécie de “faz-tudo” do senador, foram nomeados em seu escritório de apoio em Recife, mas não dão expediente nem são conhecidos por quem trabalha lá. Cinco foram nomeados no mesmo dia, em 17 de setembro de 2009. Juntos, recebem cerca de R$ 20 mil mensais (Costa, 2010: na Folha)


Sergio Guerra: presidente nacional do psdb e cotado para ser vice de José Serra.

A Folha informa que mesmo Caio Mário Mello Costa Oliveira, que efetivamente assessora o senador, não dá expediente no escritório, pelo qual é nomeado. Sérgio Guerra nomeou dois filhos, dois irmãos, três sobrinhos e uma cunhada de Caio Mário, todos como assessores parlamentares.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Povo brasileiro, atentai! Mão boba pode ser vice do Serra

Li no Cidadeverde.com que em visita ao Piauí, onde uma pesquisa feita pelo instituto CaptaVox indica que Dilma Rousseff tem 52% das intenções de votos contra 30% do candidato tucano, Serra anunciou o senador mão boba para ser o seu vice. Atentai-vos!

De frente para o senador Mão Santa, do PSC, o presidenciável José Serra admitiu que o piauiense é um dos nomes cotados para ser vice na chapa do PSDB.

“Mão Santa está sendo citado e pode ser o vice. É um bom nome e é gente boa. Vamos ter um bom vice”, disse Serra em Teresina, Piauí, durante entrevista a uma emissora de televisão sendo assistido pelo Mão Santa e o senador Heráclito Fortes (DEM) (cidadeverde.com, 2010)


E para tentar alavancar sua popularidade que anda -Deus do céu!, caindo vertiginosamente, o programa nacional do demotucano o apresentou como um homem de família, coruja, adorado por todos (da família)... Lógico, caramba!!! Se não gostasse da família e esta não gostasse dele, esse sujeito tinha que pedir licença para suicídio pôxa!


Voltando a pesquisa do CaptaVox, os números concretos são os seguintes:


Pesquisa foi realizada no período de 9 a 13 deste mês com 1.182 eleitores. Foram entrevistados eleitores em 50 municípios piauienses.


PRESIDENTE – ESTIMULADA


DILMA ROUSSEF PT 52,5%
JOSÉ SERRA PSDB 30,5%
MARINA SILVA PV 5,8%
PLÍNIO ARRUDA PSOL 0,6%
NULO/BRANCO 3,5%
INDECISOS 7,1%


COMPARAÇÃO NAS ÚLTIMAS PESQUISAS


ABRIL MAIO JUNHO

DILMA 39,8% 47,0% 52,5%
SERRA 32,1% 32,8% 30,5%
MARINA 3,4% 4,3% 5,8%
NULO/BRANCO 5,0% 4,4% 3,5%
INDECISO 10,5% 11,1% 7,1%

Fonte: cidadeverde.com, 2010.


sábado, 22 de maio de 2010

desculpas

Pessoal,
Minhas desculpas por não atualizar o blog. Estou fazendo minha pesquisa para a monografia e isto tem tomado muito o meu tempo. Como este tempo é curto, publico apenas meu pedido de desculpas e uma imagem publicada na capa da Folha de São Paulo que é bastante esclarecedora. Aliás, como as imagens falam, não é mesmo?!...




terça-feira, 13 de abril de 2010

Isso é uma vergonha!

AFINAL, O QUE A REPÓRTER APUROU DE FATO?


Paula Litaiff deve ter um puta diploma da Academia. Digo deve porque pode ser que ela ainda não o tenha, mas o fato é que ela faz parte de uma classe de jornalista que escreve aquilo que "ouvi falar" ou "recebi um email". Como eu tenho afirmado, o jornal O Globo já fez a sua opção política e tem atuado jornalisticamente como um porco a fuçar a lama, por isso alguns blogueiros o chamam de porcalismo ou jornalixo, ou seja, se é contra o governo ou a candidata indicada por ele, publique-se!

Nesta matéria [veja Prt Sc abaixo] algumas perguntas devem ser feitas. Há duas versões de um único fato: a primeira, ela diz, são "informações de moradores da cidade" e a segunda ela diz que o ministério dos transportes negou a informação dizendo que o que houve foi "desmontagem da rampa flutuante". Afinal, o que foi que a repórter apurou de fato? Se ela diz que tem informações de moradores da cidade ela foi lá e ouviu os moradores? E se foi lá, porque não foi ao local e investigou a informação. Se não foi até a cidade de Humaitá, no Amazonas, quem foi a sua fonte e qual a confiabilidade dela? Em tempos digitais não há uma foto de celular sequer?

Quatro anos de academia não pode acabar nisso. Jornalista com diploma tem que ser diferente (bLOgDoRiLDo). Pra fazer isso aí, não é necessário passar pela Academia.

sábado, 10 de abril de 2010

Marina Silva e Trolls

Marina Silva fará campanha em Minas Gerais no fim de semana

Marina Silva, do PV (foto de Wilson Dias - ABR)

Pobre Marina!

A candidata do PV patina na casa dos 5% das intenções de votos em todas as pesquisas, inclusive naquela bastante suspeita que o datafolha, da Folha de São Paulo, veículo declaradamente serrista, fez e que mostrou José Serra 9 pontos à frente da candidata Dilma Rousseff.

Numa tentativa de alcançar o reconhecimento eleitoral, Marina Silva, que até bem pouco tempo estava no Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, se presta a manipulação dessa grande mídia numa relação simbiôntica, quando ambos se beneficiam do que se trata ali. Ou seja, para essa mídia é interessante o desgaste do governo federal e qualquer coisa que digam negativamente será amplamente divulgado como notícia; para Marina, é a oportunidade de estar aos olhos dos leitores, ouvintes e expectadores da grande mídia.

No jogo político há um cenário bastante preocupante para as eleições de 2010. Sob o manto do "Fórum do Milleniun", orquestrado pelo ex-comunista e marionete global, o cineasta Arnaldo Jabor apresentou o modelo de democracia na qual se pautarão no posicionamento quanto às eleições presidenciais. Jabor se apresenta como o maestro a reger o coro odioso contra o PT e a candidata Dilma Roussef setenciando: “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois” (Bia Barbosa, Carta Capital).

Ao que parece o encontro serviu como um reavivamento de forças para a retomada do poder pelo grupo de FHC. Bia Barbosa disse que o encontro do Millenium foi “verdadeira aula sobre como organizar uma campanha política que foi dada pelos representantes dos grandes veículos de comunicação” contra Dilma Rousseff. E Marina? O que ela tem que ver com isso? Ora meninos! Ora meninas! Ela vai fazer o papel de referência para o discurso desse grupo que já perdeu a credibilidade a ponto de fazer com que seus veículos percam leitores, ouvintes e expectadores. Daí que Marina serviria como a propagadora dos seus (da mídia) ideais, de suas “éticas”, de sua “democracia” e ferramenta de combate contra a candidatura de Dilma Rousseff e da credibilidade do governo Lula.

E ela se presta a isso por conta da necessidade de espaço midiático. Não fosse isso, sua tática seria outra, ou vocês pensam que se ela fizesse críticas contundentes ao governador de São Paulo essa mídia publicaria? Duvi–d –ó–dó! E mais: se ela ameaçasse de algum modo nas pesquisas eleitorais com dois dígitos em percentuais, vocês pensam que a mídia daria espaço à ela? Duvi–d –ó–dó! Eles sabem o que fazem. Manipulam as informações e as pessoas que se deixam manipular.

TROLLS

Você sabe o que é um troll? Vou tentar ser didático: vamos ler a matéria da Folha de São Paulo.


Tucano contrata especialista em Twitter

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governador José Serra (PSDB), que já é usuário habitual do Twitter como ferramenta de conversação, montou uma equipe para gerenciar as ferramentas virtuais de sua campanha ao Planalto. O núcleo contará com a jornalista e publicitária Ana Maria Pacheco, encarregada de abastecer e administrar o microblog do tucano, que deverá inclusive anunciar o lançamento oficial de sua candidatura.

Sua página, cuja autenticidade é certificada pelo provedor do serviço, alcançou a marca de 181 mil seguidores.

Antes do início formal da campanha, o mecanismo já produziu resultados que encorajaram a equipe de Serra. O termômetro foi uma mensagem postada pelo governador em que ele retrucava boatos espalhados em Manaus (AM) segundo os quais seria contrário à Zona Franca. “O boato sobre acabar com a Zona Franca de Manaus é molecagem antiga. Aparece sempre em ano eleitoral”, respondeu Serra ante o comentário de um internauta. O texto foi replicado exaustivamente em veículos de abrangência regional e, dizem os tucanos, minimizou o dano político da suposta boataria.

Segundo o tesoureiro da Executiva Nacional do PSDB, Eduardo Graeff, o partido já montou estrutura para maximizar dividendos eleitorais do ciberespaço e espera receber doações via internet, com cartões de débito e crédito (Folha).

Essa é uma estratégia do grupo serrista cuja mídia (Folha, Estadão, Veja, IstoÉ, RBS, Zero Hora, O Globo, CBN, Rede Globo e afiliadas etc.) arruma para construir um cenário favorável ao candidato de FHC. Mas Luis Nassif desmonta essa farsa midiática e comenta:

A matéria é despiste, mostrando a parte menos relevante da estratégia, que é o lado oficial, público do Twitter.

Por baixo, já foi montada uma estrutura de guerra, cujo mentor é Eduardo Graeff. Vai surpreender amigos e conhecidos de velhos tempos, mas o doce Graeff mudou bastante, da água para o vinho, ou de FHC para Serra. Tornou-se o elo com uma espécie de submundo da Internet especializado em assassinatos de reputação.

Sua primeira experiência foi com um blog apócrifo, para o qual contratou blogueiros especializados em ataques anônimos contra adversários. Foi desmascarado por uma nota da Mônica Bérgamo que descobriu que o endereço tinha como titular o PSDB do Distrito Federal.

Agora, está por trás do lado obscuro dessa estratégia da Internet. Não se trata apenas de difundir ideias e desmentir acusações, mas de montar um sistema barra pesada para ataques individuais contra adversários e blogueiros tido como inimigos.

A matéria não mostra esse lado obscuro da estratégia, mas é possível identificar algumas dessas táticas. Primeiro, monta-se uma estrutura de atiradores barra-pesadas, profissionais contratados ou ligados ao PSDB ou localizados pelo Twitter. Há a assessoria da FSB Comunicações, que montou uma base em Brasília para monitorar “inimigos” na Blogosfera. É possível identificar nessa rede políticos e seguidores menores do PSDB em vários estados, associações de blogs de ultra-direita em Santa Catarina, ou pessoas que se apresentam como jornalistas em cidades pequenas.

Identificados (ou contratados) os barra-pesadas, uma das maneiras de adensar essa estrutura é através de elogios de Serra, pelo seu Twitter, a pessoas escolhidas. É o caso de uma nota indicando um desses atiradores (cuja alcunha é sinônimo de “delator”) à massa de 180 mil seguidores do Twitter de Serra. Pelo Twiiter, basta clicar no endereço incluído na mensagem para ir ao Twitter do indicado e tornar-se seu seguidor. Com a indicação, aumentam os seguidores do tal delator e adensa-se a rede dos barras-pesadas.

É uma tolice monumental. A grande guerra da Internet não se dá em torno de ataques bobos à reputação de adversários, mas na batalha de argumentos em torno de cada tema, cada factóide levantado. Ofensas, acusações, baixarias, impressionam apenas um submundo que já tem suas posições fechadas.

Aqui, um levantamento de alguns dos twitteiros mais agressivos – selecionei aqueles dos quais recebi ataques mais o tal Gravataí Merengue, que não me ataca diretamente por estar sendo processado. Cruzei seus dados com os do Twitter do PSDB.

Certamente você já visitou um desses jornais (O Globo, Folha, Estadão) on-line em que ao fim de cada matéria uma opção para comentar a notícia. Se repararem bem, há comentaristas que utilizam formas depreciadoras que fogem ao bom debate. Não há uma crítica consistente, mas ofensas gratuitas que desestimulam os leitores críticos ao debate. Estes são Trolls que pode ser definido assim:


Um troll, na gíria da internet, designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas. O termo surgiu na Usenet, derivado da expressão trolling for suckers (lançando a isca para os trouxas), identificado e atribuído ao(s) causador(es) das sistemáticas flamewars (Wikipedia).

O jornalista Luiz Carlos Azenha publicou em seu sítio um artigo (LEIA AQUI) muito interessante a respeito do banditismo digital e apresenta algumas sugestões para que o internauta não caia nesse golpe. Segundo Emerson Luis, no mesmo sítio (AQUI), a


tática do troll, quase sempre, é começar “testando hipóteses” para sentir a lista de discussão (ou comentários). Em época eleitoral, a prática é a mesma, muitas vezes remunerada, alterando somente o fim da ação para a ofensa a um candidato ou as idéias que este defende perante seu provável eleitorado.

Chegamos, finalmente, a conclusão de que esta eleição será um jogo de inteligência onde os incautos reconhecerão gatos como lebres, lobos como cordeiros, e o pior que o resultado disso pode influenciar, e muito!, na vida de todos e todas.