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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Terrorismo Sim!

Recebi um email reclamando do termo que uso sobre o GTOG - Grupo Terrorista Organizações Globo. Mas vejam se não tenho razão. O R7 publica uma matéria com o título Capa da Época provoca polêmica sobre imparcialidade nas eleições e fala dessa capa da Época, uma revista cujo comando está nas mãos do neofascista e megaterrorista Ali Kamel.

Na matéria a cientista político da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) Maria do Socorro comenta (observem que não é uma fonte em off que a matéria esconde para não revelar):

A cientista política e professora da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) Maria do Socorro - que também defende que revistas e jornais declarem voto – diz que reportagens como a da Época, publicada às vésperas do início da propaganda eleitoral gratuita, podem pegar de surpresa os eleitores menos informados.

  • - Acho que é um pouco retornar àquela velha cultura de jogar assuntos que levem ao medo, que aterrorizam o eleitor.

Ela lembra que o primeiro “jogo sujo” da oposição à Dilma nesta campanha foi ligar o PT às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

  • - Quando há a possibilidade de perder num primeiro turno, usa-se todos os meios para desconstruir a candidatura que lidera. A tendência, agora, será a de abrir fogo contra Dilma (R7, 2010: os grifos em negrito são meus).

Agora pergunto: isso é ou não é fazer terrorismo eleitoral?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

E os fotógrafos, cinegrafistas e jornalistas?

Onde vai o candidato tucano que se apropria da autoria de Leis aprovadas no CN tem sempre muitos jornalistas (todos do PIG), cinegrafistas e fotógrafos para acompanha-lo. Normalmente cuidam de fazer aquele bloqueio para dar a impressão de que ele é acompanhado por muita gente. Ontem mesmo um segurança do tucano e um cinegrafista acabaram se atracando numa padaria no ABC paulista onde aquele que se apropria da autoria de Leis aprovadas no CN foi tomar um café (ele adora tomar café em padaria pra sair na Veja, no Globo, na Folha de São Paulo e no Estadão. Com direito a aparecer na foto aquela fumacinha da evaporação do líquido cafeinado), e quebraram uma vitrine de salgados.

Agora reparem na foto e me digam: quantos jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas cercam Dilma Rousseff e Lula?

Seriam todas essas mãos de cinegrafistas, fotógrafos e jornalistas?

sábado, 10 de abril de 2010

Marina Silva e Trolls

Marina Silva fará campanha em Minas Gerais no fim de semana

Marina Silva, do PV (foto de Wilson Dias - ABR)

Pobre Marina!

A candidata do PV patina na casa dos 5% das intenções de votos em todas as pesquisas, inclusive naquela bastante suspeita que o datafolha, da Folha de São Paulo, veículo declaradamente serrista, fez e que mostrou José Serra 9 pontos à frente da candidata Dilma Rousseff.

Numa tentativa de alcançar o reconhecimento eleitoral, Marina Silva, que até bem pouco tempo estava no Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, se presta a manipulação dessa grande mídia numa relação simbiôntica, quando ambos se beneficiam do que se trata ali. Ou seja, para essa mídia é interessante o desgaste do governo federal e qualquer coisa que digam negativamente será amplamente divulgado como notícia; para Marina, é a oportunidade de estar aos olhos dos leitores, ouvintes e expectadores da grande mídia.

No jogo político há um cenário bastante preocupante para as eleições de 2010. Sob o manto do "Fórum do Milleniun", orquestrado pelo ex-comunista e marionete global, o cineasta Arnaldo Jabor apresentou o modelo de democracia na qual se pautarão no posicionamento quanto às eleições presidenciais. Jabor se apresenta como o maestro a reger o coro odioso contra o PT e a candidata Dilma Roussef setenciando: “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois” (Bia Barbosa, Carta Capital).

Ao que parece o encontro serviu como um reavivamento de forças para a retomada do poder pelo grupo de FHC. Bia Barbosa disse que o encontro do Millenium foi “verdadeira aula sobre como organizar uma campanha política que foi dada pelos representantes dos grandes veículos de comunicação” contra Dilma Rousseff. E Marina? O que ela tem que ver com isso? Ora meninos! Ora meninas! Ela vai fazer o papel de referência para o discurso desse grupo que já perdeu a credibilidade a ponto de fazer com que seus veículos percam leitores, ouvintes e expectadores. Daí que Marina serviria como a propagadora dos seus (da mídia) ideais, de suas “éticas”, de sua “democracia” e ferramenta de combate contra a candidatura de Dilma Rousseff e da credibilidade do governo Lula.

E ela se presta a isso por conta da necessidade de espaço midiático. Não fosse isso, sua tática seria outra, ou vocês pensam que se ela fizesse críticas contundentes ao governador de São Paulo essa mídia publicaria? Duvi–d –ó–dó! E mais: se ela ameaçasse de algum modo nas pesquisas eleitorais com dois dígitos em percentuais, vocês pensam que a mídia daria espaço à ela? Duvi–d –ó–dó! Eles sabem o que fazem. Manipulam as informações e as pessoas que se deixam manipular.

TROLLS

Você sabe o que é um troll? Vou tentar ser didático: vamos ler a matéria da Folha de São Paulo.


Tucano contrata especialista em Twitter

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governador José Serra (PSDB), que já é usuário habitual do Twitter como ferramenta de conversação, montou uma equipe para gerenciar as ferramentas virtuais de sua campanha ao Planalto. O núcleo contará com a jornalista e publicitária Ana Maria Pacheco, encarregada de abastecer e administrar o microblog do tucano, que deverá inclusive anunciar o lançamento oficial de sua candidatura.

Sua página, cuja autenticidade é certificada pelo provedor do serviço, alcançou a marca de 181 mil seguidores.

Antes do início formal da campanha, o mecanismo já produziu resultados que encorajaram a equipe de Serra. O termômetro foi uma mensagem postada pelo governador em que ele retrucava boatos espalhados em Manaus (AM) segundo os quais seria contrário à Zona Franca. “O boato sobre acabar com a Zona Franca de Manaus é molecagem antiga. Aparece sempre em ano eleitoral”, respondeu Serra ante o comentário de um internauta. O texto foi replicado exaustivamente em veículos de abrangência regional e, dizem os tucanos, minimizou o dano político da suposta boataria.

Segundo o tesoureiro da Executiva Nacional do PSDB, Eduardo Graeff, o partido já montou estrutura para maximizar dividendos eleitorais do ciberespaço e espera receber doações via internet, com cartões de débito e crédito (Folha).

Essa é uma estratégia do grupo serrista cuja mídia (Folha, Estadão, Veja, IstoÉ, RBS, Zero Hora, O Globo, CBN, Rede Globo e afiliadas etc.) arruma para construir um cenário favorável ao candidato de FHC. Mas Luis Nassif desmonta essa farsa midiática e comenta:

A matéria é despiste, mostrando a parte menos relevante da estratégia, que é o lado oficial, público do Twitter.

Por baixo, já foi montada uma estrutura de guerra, cujo mentor é Eduardo Graeff. Vai surpreender amigos e conhecidos de velhos tempos, mas o doce Graeff mudou bastante, da água para o vinho, ou de FHC para Serra. Tornou-se o elo com uma espécie de submundo da Internet especializado em assassinatos de reputação.

Sua primeira experiência foi com um blog apócrifo, para o qual contratou blogueiros especializados em ataques anônimos contra adversários. Foi desmascarado por uma nota da Mônica Bérgamo que descobriu que o endereço tinha como titular o PSDB do Distrito Federal.

Agora, está por trás do lado obscuro dessa estratégia da Internet. Não se trata apenas de difundir ideias e desmentir acusações, mas de montar um sistema barra pesada para ataques individuais contra adversários e blogueiros tido como inimigos.

A matéria não mostra esse lado obscuro da estratégia, mas é possível identificar algumas dessas táticas. Primeiro, monta-se uma estrutura de atiradores barra-pesadas, profissionais contratados ou ligados ao PSDB ou localizados pelo Twitter. Há a assessoria da FSB Comunicações, que montou uma base em Brasília para monitorar “inimigos” na Blogosfera. É possível identificar nessa rede políticos e seguidores menores do PSDB em vários estados, associações de blogs de ultra-direita em Santa Catarina, ou pessoas que se apresentam como jornalistas em cidades pequenas.

Identificados (ou contratados) os barra-pesadas, uma das maneiras de adensar essa estrutura é através de elogios de Serra, pelo seu Twitter, a pessoas escolhidas. É o caso de uma nota indicando um desses atiradores (cuja alcunha é sinônimo de “delator”) à massa de 180 mil seguidores do Twitter de Serra. Pelo Twiiter, basta clicar no endereço incluído na mensagem para ir ao Twitter do indicado e tornar-se seu seguidor. Com a indicação, aumentam os seguidores do tal delator e adensa-se a rede dos barras-pesadas.

É uma tolice monumental. A grande guerra da Internet não se dá em torno de ataques bobos à reputação de adversários, mas na batalha de argumentos em torno de cada tema, cada factóide levantado. Ofensas, acusações, baixarias, impressionam apenas um submundo que já tem suas posições fechadas.

Aqui, um levantamento de alguns dos twitteiros mais agressivos – selecionei aqueles dos quais recebi ataques mais o tal Gravataí Merengue, que não me ataca diretamente por estar sendo processado. Cruzei seus dados com os do Twitter do PSDB.

Certamente você já visitou um desses jornais (O Globo, Folha, Estadão) on-line em que ao fim de cada matéria uma opção para comentar a notícia. Se repararem bem, há comentaristas que utilizam formas depreciadoras que fogem ao bom debate. Não há uma crítica consistente, mas ofensas gratuitas que desestimulam os leitores críticos ao debate. Estes são Trolls que pode ser definido assim:


Um troll, na gíria da internet, designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas. O termo surgiu na Usenet, derivado da expressão trolling for suckers (lançando a isca para os trouxas), identificado e atribuído ao(s) causador(es) das sistemáticas flamewars (Wikipedia).

O jornalista Luiz Carlos Azenha publicou em seu sítio um artigo (LEIA AQUI) muito interessante a respeito do banditismo digital e apresenta algumas sugestões para que o internauta não caia nesse golpe. Segundo Emerson Luis, no mesmo sítio (AQUI), a


tática do troll, quase sempre, é começar “testando hipóteses” para sentir a lista de discussão (ou comentários). Em época eleitoral, a prática é a mesma, muitas vezes remunerada, alterando somente o fim da ação para a ofensa a um candidato ou as idéias que este defende perante seu provável eleitorado.

Chegamos, finalmente, a conclusão de que esta eleição será um jogo de inteligência onde os incautos reconhecerão gatos como lebres, lobos como cordeiros, e o pior que o resultado disso pode influenciar, e muito!, na vida de todos e todas.

terça-feira, 30 de março de 2010


Quem é o bonitão da foto?

Essa pergunta eu me faço por dois motivos: o primeiro é saber se ele é professor ou policial. Sabendo disso o segundo motivo: se é professor, porque não se manifestou ainda elucidando a dúvida de uma enorme massa ávida pela verdade? Se é policial, o que estava fazendo à paisana numa manifestação legítima dos professores de São Paulo? Outra pergunta: se é policial, alguma vez já se perguntou se é este mesmo o seu ideal de policial? Se foi para AGREDIR trabalhadores que ingressou na polícia? Será que ele pensa nos professores, nos seus parcos salários, nas suas péssimas condições de trabalho, quando manda seus filhos para a escola?

Às vezes sou parado em Blitz policiais. Morro de medo! Não sei qual das polícias estão fazendo Blitz. Se é a banda boa ou se são aqueles que agridem, atiram e ameaçam os trabalhadores e fazem acordos com a criminalidade para enriquecimento ilícito, e vejo meninos valentes e arrogantes porque portam uma máquina de morte. Fico imaginando esses caras de frente com bandidos na mesma situação que um cidadão se vê diante de vários deles numa Blitz, ou seja, um diante de vários bandidos e penso se eles manteriam suas posturas arrogantes.

Diante de trabalhadores, porque sabem que lá não há armas para revidar, eles se comportam como sujeitos descerebrados, que em momento algum pensam no outro como um ser humano, trabalhador, que está reivindicando melhoria salarial e de condições de trabalho. E o que é pior é vê-los agindo como se toda violência em nome... (em nome de quê mesmo?) tivesse justificativa.


A FOTO

Uma leitura da imagem feita por duas crianças de 8 e 12 anos.

- É uma policial que está sendo carregada por um homem porque ela torceu o tornozelo, ou está passando mal.

Segundo a revista veja esta policial está FERIDA porque foi “agredida” pelos professores que faziam manifestação no centro de São Paulo. Para a revista a policial está ferida. Então perguntei as crianças se a policial está ferida. Leitura delas:

- Não. Não tem sangue na roupa dela, nem na mão dela... Ela só está passando mal ou torceu o tornozelo.

A polícia já admitiu que o sujeito que carrega a policial é um policial à paisana, embora não souberam explicar o motivo para ele estar lá. Para as meninas ele não é um policial e teve professores que chegaram a dizer que ele era um professor de Osasco. Não é. Digo isso por dois motivos: primeiro. Se fosse professor já teria vindo a público e se colocado como professor. Como é um policial sua missão agora é desaparecer. Ainda bem que já o fotografaram, logo, onde ele for visto agora, será um policial alcagüete infiltrado para descobrir coisas e que não é para combater o crime.

Mas as duas fotos (de Clayton de Souza e Rodrigo Coca) revelam muito mais que uma policial sendo carregada por outro à paisana numa manifestação de professores. Ela, como na leitura das crianças, pode ter tido um mal súbito ao perceber nos professores gente que trabalha e não merece ser tratado como bandido, portanto, o mal evita entrar em conflito com as “ordens superiores”. Ele estava lá sem juízo algum, fazendo um trabalho sujo, que não é o de investigar bandidos, mas trabalhadores que educam as crianças tentando evitar que elas se tornem bandidos (ou policiais). Pelo menos é esta a leitura que temos até que a verdade venha a ser revelada além das fotos.


PERIGO!

Podemos fazer outra leitura com estas fotos e o fato de estar entre os professores um policial à paisana. Estamos prestes a voltar a viver tempos de "caça aos opositores" e uma política repressiva como nos tempos da ditadura. Se é verdade que ele estava lá para conhecer os manifestantes e "tomar as devidas providências", estamos diante de um governador com práticas autoritárias e ditatoriais. Aliás, o que não é nenhuma novidade se considerarmos o tal "Forum do Millenium" em que os palestrantes se mostravam nostalgicos dos tempos da ditadura (ditabranda, para a Folha de São Paulo do Sr. Frias, um dos percursores do Forum do Millenium).

Imaginem Serra presidente!...

A polícia federal deixaria de prender bandidos, fraudadores e corruptos para ficar vasculhando a vida de trabalhadores que se manifestam em defesa do salário e da dignidade profissional. Os partidos de esquerda como o PCdoB, PT, PSTU (?), PCO etc., seriam declarados impróprios para a democracia jaboriana (a do Arnaldo Jabor) e PSDB e DEM seriam declarados únicas legendas permitidas. Dessa leitura, uma conclusão: Serra é um perigo para as instituições democráticas brasileiras.

Agora os professores tem um dever a fazer. Levar as fotos para as salas de aula e pedir a seus alunos que façam uma leitura delas. Lá apresentar a versão vivida e confrontá-las com as apresentadas no Estadão, na Folha de São Paulo e na Veja. Talvez esta seja a única boa lição desse episódio, porque podemos ensinar a esses meninos e meninas que estes veículos não são confiáveis e deturpam a verdade.