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quinta-feira, 6 de maio de 2010

comparando FHC x LULA

Desculpem-me pessoal, mas é impossível não reproduzir essa excelente comparação entre dois modelos de governo. O primeiro com seu neoliberalismo cujo benefícios ninguém sabe, ninguém viu. O segundo [com seu neotrabalhismo?] que beneficiou mais de 26 milhões que viviam em extrema pobreza; beneficiou o comércio e a indústria; beneficiou estudantes, professores e outros milhões de trabalhadores que melhoraram sua renda. Vamos à comparação feito pela Carta Maior.

Ah! Senhores editores do CM; qualquer coisa em contrário, não me avisem, por favor.Contrastes entre dois finais de mandato:


Dia 6 de maio de 2001:

Contrastes entre dois finais de mandato:

a) Brasil vive crise dramática de energia e aguarda o pronunciamento do Presidente Fernando Henrique Cardoso que anunciará o racionamento à Nação;

b) Folha Online: "Além de sofrer com o aumento das tarifas de energia elétrica, o brasileiro ainda terá de gastar mais dinheiro para acender uma vela, em caso de apagões".

c) preço do produto será reajustado devido ao aumento de 5,5% no valor da parafina, vendida mais cara pela Petrobras desde o último dia 1º.

d) acidente com a plataforma P-36, que explodiu e afundou na Bacia de Campos dia 20-03, causou 11 mortes e reduziu a produção nacional de petróleo em 84.000 barris/dia

e)Agência Nacional de Petróleo (ANP) afirma que acidente foi causado por "

"não-conformidades quanto a procedimentos operacionais de manutenção e de projeto" por parte da Petrobrás.

f) Folha On line: "Se os aumentos de tarifa não forem suficientes para reduzir o consumo de energia elétrica, brasileiros poderão ficar até quatro horas por dia no escuro".

Dia 6 de maio de 2010:

a) governo anuncia o Plano Nacional da Banda Larga para garantir acesso de alta velocidade à Internet a 40 milhões de domicílios até 2014; a estatal Telebrás é capitalizada para assumir o comando da rede de transmissão.

b) Governo cria Eximbank para incentivar exportações e define incentivos fiscais com devolução rápida de tributos para alavancar vendas brasileirsas ao exterior;

c) Indústria de máquinas e equipamentos registra o melhor março da sua história com faturamento de R$ 7,2 bilhões

d) IBGE: crescimento de 18% da produção industrial no 1º trimestre configura a maior expansão trimestral desde o início da série histórica, em 1991.

e) Petrobrás prepara-se para realizar mega-capitalização destinada a investimentos da ordem de US$ 174 bilhões na exploração das reservas brasileiras do pré-sal, a principal descoberta de petróleo do mundo nas últimas décadas;

f) Oposição no Congresso boicota votação das regras do pré-sal que garantem soberania nacional no controle das novas jazidas;

g) José Serra, ex- ministro da Saúde e do Planejamento Econômico de FHC, apresenta-se novamente como candidato das forças anti-Lula à Presidência da República, agora com dimensão regional: o tucano afirma que o Mercosul é uma farsa; quer impedir a adesão da Venezuela ao bloco e sinaliza um retorno à diplomacia de FHC de alinhamento com os EUA.

sábado, 10 de abril de 2010

Marina Silva e Trolls

Marina Silva fará campanha em Minas Gerais no fim de semana

Marina Silva, do PV (foto de Wilson Dias - ABR)

Pobre Marina!

A candidata do PV patina na casa dos 5% das intenções de votos em todas as pesquisas, inclusive naquela bastante suspeita que o datafolha, da Folha de São Paulo, veículo declaradamente serrista, fez e que mostrou José Serra 9 pontos à frente da candidata Dilma Rousseff.

Numa tentativa de alcançar o reconhecimento eleitoral, Marina Silva, que até bem pouco tempo estava no Ministério do Meio Ambiente do governo Lula, se presta a manipulação dessa grande mídia numa relação simbiôntica, quando ambos se beneficiam do que se trata ali. Ou seja, para essa mídia é interessante o desgaste do governo federal e qualquer coisa que digam negativamente será amplamente divulgado como notícia; para Marina, é a oportunidade de estar aos olhos dos leitores, ouvintes e expectadores da grande mídia.

No jogo político há um cenário bastante preocupante para as eleições de 2010. Sob o manto do "Fórum do Milleniun", orquestrado pelo ex-comunista e marionete global, o cineasta Arnaldo Jabor apresentou o modelo de democracia na qual se pautarão no posicionamento quanto às eleições presidenciais. Jabor se apresenta como o maestro a reger o coro odioso contra o PT e a candidata Dilma Roussef setenciando: “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois” (Bia Barbosa, Carta Capital).

Ao que parece o encontro serviu como um reavivamento de forças para a retomada do poder pelo grupo de FHC. Bia Barbosa disse que o encontro do Millenium foi “verdadeira aula sobre como organizar uma campanha política que foi dada pelos representantes dos grandes veículos de comunicação” contra Dilma Rousseff. E Marina? O que ela tem que ver com isso? Ora meninos! Ora meninas! Ela vai fazer o papel de referência para o discurso desse grupo que já perdeu a credibilidade a ponto de fazer com que seus veículos percam leitores, ouvintes e expectadores. Daí que Marina serviria como a propagadora dos seus (da mídia) ideais, de suas “éticas”, de sua “democracia” e ferramenta de combate contra a candidatura de Dilma Rousseff e da credibilidade do governo Lula.

E ela se presta a isso por conta da necessidade de espaço midiático. Não fosse isso, sua tática seria outra, ou vocês pensam que se ela fizesse críticas contundentes ao governador de São Paulo essa mídia publicaria? Duvi–d –ó–dó! E mais: se ela ameaçasse de algum modo nas pesquisas eleitorais com dois dígitos em percentuais, vocês pensam que a mídia daria espaço à ela? Duvi–d –ó–dó! Eles sabem o que fazem. Manipulam as informações e as pessoas que se deixam manipular.

TROLLS

Você sabe o que é um troll? Vou tentar ser didático: vamos ler a matéria da Folha de São Paulo.


Tucano contrata especialista em Twitter

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governador José Serra (PSDB), que já é usuário habitual do Twitter como ferramenta de conversação, montou uma equipe para gerenciar as ferramentas virtuais de sua campanha ao Planalto. O núcleo contará com a jornalista e publicitária Ana Maria Pacheco, encarregada de abastecer e administrar o microblog do tucano, que deverá inclusive anunciar o lançamento oficial de sua candidatura.

Sua página, cuja autenticidade é certificada pelo provedor do serviço, alcançou a marca de 181 mil seguidores.

Antes do início formal da campanha, o mecanismo já produziu resultados que encorajaram a equipe de Serra. O termômetro foi uma mensagem postada pelo governador em que ele retrucava boatos espalhados em Manaus (AM) segundo os quais seria contrário à Zona Franca. “O boato sobre acabar com a Zona Franca de Manaus é molecagem antiga. Aparece sempre em ano eleitoral”, respondeu Serra ante o comentário de um internauta. O texto foi replicado exaustivamente em veículos de abrangência regional e, dizem os tucanos, minimizou o dano político da suposta boataria.

Segundo o tesoureiro da Executiva Nacional do PSDB, Eduardo Graeff, o partido já montou estrutura para maximizar dividendos eleitorais do ciberespaço e espera receber doações via internet, com cartões de débito e crédito (Folha).

Essa é uma estratégia do grupo serrista cuja mídia (Folha, Estadão, Veja, IstoÉ, RBS, Zero Hora, O Globo, CBN, Rede Globo e afiliadas etc.) arruma para construir um cenário favorável ao candidato de FHC. Mas Luis Nassif desmonta essa farsa midiática e comenta:

A matéria é despiste, mostrando a parte menos relevante da estratégia, que é o lado oficial, público do Twitter.

Por baixo, já foi montada uma estrutura de guerra, cujo mentor é Eduardo Graeff. Vai surpreender amigos e conhecidos de velhos tempos, mas o doce Graeff mudou bastante, da água para o vinho, ou de FHC para Serra. Tornou-se o elo com uma espécie de submundo da Internet especializado em assassinatos de reputação.

Sua primeira experiência foi com um blog apócrifo, para o qual contratou blogueiros especializados em ataques anônimos contra adversários. Foi desmascarado por uma nota da Mônica Bérgamo que descobriu que o endereço tinha como titular o PSDB do Distrito Federal.

Agora, está por trás do lado obscuro dessa estratégia da Internet. Não se trata apenas de difundir ideias e desmentir acusações, mas de montar um sistema barra pesada para ataques individuais contra adversários e blogueiros tido como inimigos.

A matéria não mostra esse lado obscuro da estratégia, mas é possível identificar algumas dessas táticas. Primeiro, monta-se uma estrutura de atiradores barra-pesadas, profissionais contratados ou ligados ao PSDB ou localizados pelo Twitter. Há a assessoria da FSB Comunicações, que montou uma base em Brasília para monitorar “inimigos” na Blogosfera. É possível identificar nessa rede políticos e seguidores menores do PSDB em vários estados, associações de blogs de ultra-direita em Santa Catarina, ou pessoas que se apresentam como jornalistas em cidades pequenas.

Identificados (ou contratados) os barra-pesadas, uma das maneiras de adensar essa estrutura é através de elogios de Serra, pelo seu Twitter, a pessoas escolhidas. É o caso de uma nota indicando um desses atiradores (cuja alcunha é sinônimo de “delator”) à massa de 180 mil seguidores do Twitter de Serra. Pelo Twiiter, basta clicar no endereço incluído na mensagem para ir ao Twitter do indicado e tornar-se seu seguidor. Com a indicação, aumentam os seguidores do tal delator e adensa-se a rede dos barras-pesadas.

É uma tolice monumental. A grande guerra da Internet não se dá em torno de ataques bobos à reputação de adversários, mas na batalha de argumentos em torno de cada tema, cada factóide levantado. Ofensas, acusações, baixarias, impressionam apenas um submundo que já tem suas posições fechadas.

Aqui, um levantamento de alguns dos twitteiros mais agressivos – selecionei aqueles dos quais recebi ataques mais o tal Gravataí Merengue, que não me ataca diretamente por estar sendo processado. Cruzei seus dados com os do Twitter do PSDB.

Certamente você já visitou um desses jornais (O Globo, Folha, Estadão) on-line em que ao fim de cada matéria uma opção para comentar a notícia. Se repararem bem, há comentaristas que utilizam formas depreciadoras que fogem ao bom debate. Não há uma crítica consistente, mas ofensas gratuitas que desestimulam os leitores críticos ao debate. Estes são Trolls que pode ser definido assim:


Um troll, na gíria da internet, designa uma pessoa cujo comportamento tende sistematicamente a desestabilizar uma discussão, provocar e enfurecer as pessoas envolvidas nelas. O termo surgiu na Usenet, derivado da expressão trolling for suckers (lançando a isca para os trouxas), identificado e atribuído ao(s) causador(es) das sistemáticas flamewars (Wikipedia).

O jornalista Luiz Carlos Azenha publicou em seu sítio um artigo (LEIA AQUI) muito interessante a respeito do banditismo digital e apresenta algumas sugestões para que o internauta não caia nesse golpe. Segundo Emerson Luis, no mesmo sítio (AQUI), a


tática do troll, quase sempre, é começar “testando hipóteses” para sentir a lista de discussão (ou comentários). Em época eleitoral, a prática é a mesma, muitas vezes remunerada, alterando somente o fim da ação para a ofensa a um candidato ou as idéias que este defende perante seu provável eleitorado.

Chegamos, finalmente, a conclusão de que esta eleição será um jogo de inteligência onde os incautos reconhecerão gatos como lebres, lobos como cordeiros, e o pior que o resultado disso pode influenciar, e muito!, na vida de todos e todas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

do blog do miro




O ex-presidente FHC está magoado e não consegue mais conter sua língua. Neste fim de semana, ele publicou mais um artigo rancoroso contra Lula e a candidata Dilma Rousseff. Até colunistas da mídia demotucana notaram sua dor. Josias de Souza, da Folha, registrou: “Fernando Henrique Cardoso não parece disposto a cumprir o papel de coadjuvante que o seu partido, o PSDB, lhe atribuiu na eleição de 2010”. Já Dora Kramer, do Estadão, tomou as dores do amigo e espinafrou o “tucanatinho” que trata o pobre FHC como “um cunhado que vive dando vexame”.
É muita maldade! O ex-presidente não foi convidado para a festança de despedida de José Serra do Palácio dos Bandeirantes e foi excluído do convite oficial de lançamento da candidatura. “O tucanatinho acha que ele não fica bem na fotografia do vigoroso partido onde vicejam próceres cuja capacidade de distinguir credibilidade de popularidade é nenhuma... Acha que isso os autoriza a jogar no lixo o respeito devido a quem permitiu que o partido iniciasse sua trajetória de vida pela rampa do Palácio do Planalto”, lamentou Dora Kramer, a bajuladora de FHC.
O autoritário fala em democracia
Magoado, o sociólogo da nobreza neoliberal escreveu seu terceiro artigo raivoso em curto espaço de tempo. No anterior, ele cometera a deselegância de rotular Dilma Rousseff de “boneca de ventríloquo”. No deste domingo, ele aproveitou a onda anticomunista para comparar o governo brasileiro ao da China, que combinaria desenvolvimento econômico com partido único. Em tom terrorista, o rejeitado FHC adverte as elites que a eleição de outubro colocará em jogo “a própria concepção do que seja democracia”. Dilma seria a expressão do mais perigoso autoritarismo!
O cínico FHC – que rasgou a Constituição e comprou deputados para garantir sua reeleição, que acionou o Exército contra a greve dos petroleiros, que demonizou o MST e que desqualificou as críticas ao seu governo como “nhenhenhém” – garante que Lula conduz o país a “um modelo de sociedade” autoritário, de “pensamento único”. Para ele, a candidatura Dilma Rousseff seria o ápice desta orientação, “que se descola da tradição democrática brasileira, para dizer o mínimo”.
O neoliberal ataca o desenvolvimento
O neoliberal – que desmontou o Estado, a nação e o trabalho, paralisando a economia e causando recordes de desemprego – ainda condena a política desenvolvimentista do atual governo. Feroz inimigo de Getúlio Vargas, FHC agora descarrega seu ódio contra Lula, que estaria patrocinando “uma forma de capitalismo na qual o governo e as grandes corporações, especialmente públicas, unem-se sob a tutela de uma burocracia permeada por interesses corporativos e partidários”. Ele parece incomodado com os índices de crescimento econômico e de geração de emprego e renda.
Oportunista, FHC também dispara bravatas. Ele critica “as alianças feitas sem preocupação com a coerência político-ideológica”. Será que está se referindo a aliança entre tucanos e demos, entre os neoliberais “modernos” e a oligarquia conservadora, criada na estufa da ditadura militar? Ele ataca ainda a “leniência com a corrupção”, talvez numa autocrítica atrasada sobre os seus rasgados elogios ao governador José Roberto Arruda, o “vice-careca” de Serra que permanece preso. Mais sujo do que pau de galinheiro, o ex-presidente insiste em vender a imagem de paladino da ética.
Enterrado em vida pelos seus
Como ironiza o sociólogo Emir Sader, o ex-presidente não vai parar com o seu “trololó” – para usar expressão recente do tucano José Serra num acesso de raiva contra os professores em greve. “O tamanho da vaidade de FHC parece ser o maior adversário de seus correligionários de partido e ex-colegas de governo... Ele não agüenta ver o seu governo atacado e não contar com ninguém que o defenda – como aconteceu no segundo turno de 2006... Eles se deram conta que aceitar a comparação entre os dois governos – o de Lula e o de FHC – é o caminho seguro da derrota”.
“Triste figura a do FHC. Rejeitado por seus correligionários, pela rejeição que sofre do povo brasileiro, funciona como clown, como personagem folclórica, lembrança de um passado que o governo luta para terminar de superar e a oposição para tentar esquecer e apagar da recordação dos brasileiros. Escondido pelos seus, repudiado pelos seus adversários, enterrado em vida pelos seus, tomado como anti-exemplo por seus adversários”, conclui Emir Sader.

domingo, 7 de março de 2010

Aliado de Serra: “estamos debilitados e desarticulados”.

A contragosto o jornal O Globo publica entrevista com o Jarbas Vasconcelos (PMDB), aliado de José Serra na corrida presidencial [ trecho on-line pode ser lido AQUI ]. Para Vasconcelos, a insistente tentativa de fazer de Aécio vice de Serra foi um equivoco e os danos já causados pela demora de Serra se fazer candidato são incalculáveis. Para Vasconcelos, “O prazo de Serra acabou. Estamos sendo atropelados pelos fatos. O crescimento de Dilma surpreendeu a eles e a nós. É a verdade, não faz mal dizer que estamos debilitados e desarticulados. Isso não são fatores que irão incapacitar uma vitória daqui a sete meses. Havia uma inércia que se justificava até o final do ano. Mas se Dilma teve esse crescimento, é preciso repensar. Ela cresceu mais do que a gente esperava. Se Lula e os dirigentes nacionais do PT se surpreenderam, por que a gente não pode se surpreender? E quem se surpreende tem que tomar uma ação” (O Globo on-line).

Para a blogosfera isso não é novidade. O desequilíbrio da mídia com o Fórum do Millenium mostrou o desespero, a desarticulação e a falta de um discurso que ecoe na sociedade. O grito raivoso de Arnaldo Jabor só reverbera entre os donos da mídia, o que, afinal, é o seu objetivo. Fazendo isso ele garante o emprego dele e massageia o ego de parcos eleitores do PSDB.

Hummm!.. Será?

O artigo [ AQUI ] do Celso Marcondes na Carta Capital me deixou horas a conjecturar: Ele diz que criou-se uma enorme expectativa, com notícias midiáticas diárias durante uma semana, para aquele que seria o ENCONTRO entre José Serra e Aécio Neves “que ocorreria na véspera do maior evento do governo mineiro, a inauguração de sua “Brasília”, a Cidade Administrativa”.

E é verdade! Esperava-se fazer desse encontro o oxigênio ausente na oposição, mas o que se viu – e ouviu – foi uma declaração do governador paulista dizendo que “não descartava a hipótese de sair candidato à presidência” e mais uma vez o governador mineiro dizendo que não sairá candidato a vice.

Marcondes escreve: “Pior que isso, foram os gritos insistentes de parte do público: “Aécio presidente, Aécio presidente!”. Constrangimento geral. A super produção que foi montada pelo mineiro com cara de lançamento de nome da terrinha para presidente, virou saia-justa, pois não deu tempo de combinar com a plateia que não seria de bom tom botar pressão naquele momento”.

Daí que eu fiquei pensando se não foi uma puta jogada política do Aécio essa de levar Serra em terras mineiras para que o povo dissesse quem gostariam de ver candidato a enfrentar Dilma Rousseff, deixando o paulista furioso, envergonhado e mais desnorteado ainda.

Nassif analisa artigo de FHC

No Blog do Nassif tem um post de leitura imperdível. Trata-se de uma análise do artigo de FHC, publicado no Estadão. Abaixo, apenas a análise de duas áreas distintas, mas recomendo a leitura do artigo por inteiro.

Depois, cobra eficiência no programa energético, especificamente no biodiesel. Ei, em que planeta vive FHC? Seu governo abandonou os investimentos em hidrelétricas, deixou de lado a bioenergia, focou exclusivamente em termoelétricas que se mostraram incapazes de atender à demanda. Há uma matriz energética complexa, que tem sido enriquecida pelo gás, pelas energias alternativas (que saltaram de 0,5% para 6% da matriz). O biodiesel tem avançado, sim. Por ser experiência pioneira, com agricultura familiar e com produtos ainda em teste, há cabeçadas. Mas existem usinas funcionando perfeitamente, erros identificados e o programa avançando. Mesmo que não avançasse a contento, é uma gota dentro da matriz energética brasileira.

Defende – com razão – a melhoria da qualidade dos serviços públicos. Mas foi incapaz sequer de entender programas básicos de gestão. Não deu continuidade a nenhum programa de gestão nascido no seu governo.

Fidel poetiza encontro com LULA

No sítio Cuba debate, artigo do Líder cubano Fidel Castro narra encontro com Lula. É um registro histórico e a gente precisa conhecer, guardar e mostrar à posteridade. Entre outras coisas, Fidel declarou:

Una cosa es indiscutible: el obrero metalúrgico se ha convertido actualmente en un estadista destacado y prestigioso cuya voz se escucha con respeto en todas las reuniones internacionales.

A capacidade que LULA tem de transitar entre a extrema esquerda e a extrema direita, falando olhando nos olhos dos seus articuladores, é que deixa louco os ego, superego e o id de FHC.