sexta-feira, 15 de março de 2013


Vimos e revimos noticiários sobre os refugiados de guerra de várias partes do mundo. Entre eles a fome, a miséria, doenças, a distância da escola para as crianças, distância do hospital para os enfermos e distante de uma boa noite de sono, entre outras coisas mais.

Este retrato de uma face da guerra também pode ser sentido quando a pessoa resolve ser "apartidária". É atribuído ao filósofo Platão, discípulo de Sócrates, um importante pensamento sobre isto: "Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam".

E, assim, quem faz opção por ficar à margem das disputas políticas acaba por fazer opção pelos opressores contra os oprimidos. Porque educar-se politicamente é fazer opção por um dos lados da mais antiga guerra entre os homens que é o domínio do homem pelo homem e o domínio do homem pelas coisas.
Mas o indivíduo não conquista seus interesses sozinho. Para alcançá-los ele deve se associar a outros indivíduos, dirimir as divergências e pactuar nas convergências. A partir daí estabelece estratégias de ação para a conquista dos objetivos comuns.

Foi assim que no período da industrialização surgiram grupos de interesse comum e aconteceu uma clara divisão entre capital e o trabalho e consolidou o capitalismo enquanto sistema predominante esgarçando as desigualdades sociais.

É um processo parecido como o de uma máquina onde se coloca as pessoas dentro de um lado e do outro elas já estão agrupadas em pequenas partes (veja ilustração). Os que defendem que deve haver sempre poucas pessoas muito ricas e muitas pessoas muito pobres ficam no grupo A; os que defendem uma justa divisão das riquezas onde todos tem acesso a tudo (bens e serviços: educação, saúde, transportes, lazer, cultura etc.), mesmo quando pequenas desigualdades existam, ficam no grupo B, e assim por diante.

Ta. E as pessoas que não fazem parte deste ou daquele grupo como é que fica? É aí que mora o perigo porque seus objetivos estão sendo determinados pelos grupos dominantes. E se o grupo dominante é um grupo elitista, excludente, que se associou de acordo com a ideia do grupo A mostrado no exemplo do parágrafo anterior, esse indivíduo acaba por ficar recebendo as migalhas que sobram dos dominantes. Sua cultura será abolida e seu modo de vida ajustado para dever obediência ao grupo dominante.

Um partido político reúne as pessoas que pensam mais ou menos igual. Foi assim que surgiu o Partido dos Trabalhadores em São Bernardo do Campo. Um peão, nordestino e com um som de voz singular questionou a necessidade de existir no Brasil um partido que invertesse as prioridades da gestão pública. O governo precisava governar para todos, mas a atenção do Estado tinha que servir especialmente os interesses daqueles excluídos das oportunidades.

Lembro do meu tempo de infância quando era necessário ir pra fila da Escola Pública na quarta feira pra ser atendido na segunda feira próxima e ainda assim não era garantida a matrícula da criança. Pobre não tinha oportunidade de ir pra faculdade. As universidades federais serviam aos filhos dos ricos e, para que o pobre ingressasse lá tinha que pagar um pedágio num cursinho pré-vestibular qualquer, sem a certeza de a vaga lhe seria garantida.

Por um longo período o trabalhador morria de medo de perder o emprego porque o tempo médio para voltar a ter carteira assinada era de, pelo menos, 1,5 ano. Hoje meu filho troca de emprego por vontade própria.

Nesta semana que finda a ONU divulga um boletim e afirma: “Brasil tem alto desempenho no desenvolvimento humano e é exemplo para o mundo”. Mas nem sempre foi assim. Antes de um governo dos trabalhadores, no governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, ele recebeu o governo com 28,79% de brasileiros na mais absoluta miséria. Em 2002, último ano de FHC, a miséria reduziu apenas 2,07% (Fonte: Fundação Getúlio Vargas).

No primeiro ano do governo FHC, ainda que pese não poder atribuir qualquer mudança significativa ao novo governo o Globo publicou: "Renda dos pobres cresce 30% no Real". Na verdade, pode-se atribuir ao governo de Itamar Franco, onde FHC serviu como ministro da fazenda. Já em 1999 tanto O Globo quanto a Folha de São Paulo já noticiavam o aumento da pobreza no Brasil. Quando este item foi medido no primeiro ano do governo Lula, a mídia atribuiu ao governo trabalhista o aumento da miséria para índices bem próximos do que no primeiro ano do governo neoliberal; 28,17%. Mas a partir daí a queda foi vertiginosa: em 2005 a Fundação Getúlio Vargas (AQUI) publicou que 7 milhões de pessoas subiram para a classe média e O Globo mancheteou: "Mais gente no meio da pirâmide".

Em 2006 o governo do PT de Lula ganha destaque na imprensa internacional no combate a pobreza e no ano seguinte o Globo se rendeu: "Redução da Pobreza com Lula foi maior do que nos governos de FHC" (Leia o resumo da FGV AQUI). Em 2008 o economista chefe da FGV concedeu entrevista ao O Globo e disse "o bolo cresceu para todos" (AQUI). Quando Lula entregou o governo à sua sucessora Dilma Rousseff o índice de pobreza já estava na casa dos 15,32%.
Imagem extraída e editada do Luis Nassif
Imagem extraída e editada do Luis Nassif
Então um presidente trabalhador conseguiu inverter as prioridades sem esquecer da elite. Os bancos lucraram, as empresas privadas lucraram, o comércio vendeu mais, aumentaram as ofertas de serviços, a indústria passou a produzir mais e até os investidores internacionais passaram a investir com mais confiança no Brasil.

Tabela Risco Brasil (extraída e editada do Luis Nassif).
Tabela Risco Brasil
(extraída e editada do Luis Nassif).
Fernando Henrique entregou o governo ao presidente Lula com o risco Brasil perto dos 2000 (dois mil) pontos. Um ano depois e o risco Brasil despenca pra casa dos 500 pontos chegando aos 200 pontos quando Dilma Rousseff assumiu a presidência.

Em todo o governo FHC foram criados pouco mais de 5 milhões de empregos. Lula trÊs vezes mais: mais de 15 milhões de trabalhadores recolocados no mercado de trabalho. Mas o presidente Lula gosta mesmo de se gabar por ter construído 14 Universidades Federais. Lula que dizem analfabeto oportunizou que o filho do pobre pudesse frequentar universidade e se tornar doutor, ao contrário do sociólogo intelectual Fernando Henrique Cardoso que passou em branco nesse quesito.

Quando falo com as pessoas sobre tomar posição é pra fazer comparação mesmo. Não há como fugir disso porque é preciso conhecer de que lado as pessoas estão para saber se é possível estar junto delas. Recentemente tanto mídia como o PSDB voltaram a falar na Petrobrás que já tentaram privatizá-la uma vez e voltam ao mesmo tema. Por que privatizar uma empresa que está dando certo? E para explorar uma de nossas maiores riquezas, o Petróleo.

Para quem quer conhecer os esquemas de privatização dos tempos de FHC recomendo uma leitura do livro do jornalista Amaury Júnior "A Privataria Tucana" e entender que o processo de privatização das nossas riquezas só serviu para enriquecer alguns, mas como se pode vernos números, a pobreza no Brasil ficou estável com os ricos "se lixando" pra essa gente pobre e cheirando a suor e trabalho.

E não tenha dúvidas. Se optar por não "se meter" em política está optando pelo lado mais podre da política, que joga sujo contra a politização para continuar a manobrar os processos políticos. E essa gente ta doida pra voltar ao poder e desfazer tudo o que já foi construído e conquistado por essa brava gente brasileira.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Prefeituras de Japeri, Queimados e Nova Iguaçu investem em quebra molas e deixam ruas esburacadas

Ta faltando asfalto na sua rua? Tem muitos buracos? Por que as prefeituras não fazem manutenções das ruas com regularidade?

Um internauta, usuário do Facebook, publicou em sua timeline que na rua Padre Marques, em Queimados, a prefeitura tinha refeito o quebra molas em frente a oficina de motos, mas deixou parte da pista com o asfalto esfarelando a cinco metros do quebra-molas.

No trajeto entre Austin e Engenheiro Pedreira se feito pela Rodovia Presidente Dutra registra 19 quilometros de distância. Quando feito cortando a cidade de Queimados, o trajeto tem apenas 13.
O que diferencia os dois trajetos e que me faz optar pelo primeiro é a quantidade de lombadas colocadas nas ruas. Contados foram 72 quebra molas entre Engenheiro Pedreira e Austin. Em Engenheiro Pedreira nem seria necessário porque a quantidade de buracos nas ruas é tão grande que obriga os motoristas a fazer manobras em velocidade bastante reduzidas para evitar grandes impactos nos automóveis.

Em Queimados a prefeitura ensaiou melhorias no bairro Tri-campeão e no Inconfidência colocando meio-fio nas laterais das ruas, mas bastou passar o período eleitoral e tudo voltou ao que era antes. Com as frequentes chuvas, o ensaio feito no Inconfidência já se perdeu. O meio fio coloca em risco os pedestres que passam no trecho da rua Ouro Branco.

No Tri-campeão um dos moradores fez uma placa de papelão e escreveu "buraco do Max", atribuindo o feito ao prefeito reeleito Max Lemos (PMDB).

Entre os bairros Campo da Banha e Inconfidência os quebra molas foram refeitos e ficaram mais altos, mas na rua Alvarenga Peixoto, em frente a padaria tem, entre um quebra molas e outro, 20 metros de buracos para serem recapeados.

Qual o problema desses gestores? O que de fato é prioridade pra essa gente que diz pensar na população?

Não estou pedindo a retirada dos quebra molas, mas a recuperação asfáltica das ruas antes que se deteriorem por completo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Declaração Ideológica

Eu penso que todo mundo devia dizer a que tipo de ideologia nutre simpatia.

Jornalismo sério é aquele jornalismo que fala a verdade; ouve as partes envolvidas e, ainda que apresente sua posição ideológica, porque não há jornalismo idependente, permite o contraditório.

Sou militante do PT desde 1985. Nunca fui nomeado para cargo público e nunca fui candidato a cargo eletivo, ainda, mas defendo o PT e sua forma de pensar o Brasil.

No Brasil, a oposição ao governo do PT tem sido feito pela imprensa brasileira, porque os políticos dos partidos da oposição tem telhado do mais fino cristal e não pode atirar pedras para o alto.

Ontem, durante a comemoração dos 10 anos de governo do PT, o presidente Lula afirmou que não vai fugir a comparações, nem mesmo sobre a corrupção, porque todos sabemos o que foi o governo FHC, e seria bom que comparasse mesmo.

 
Em relação ao povo brasileiro temos muitos méritos: juros mais baixos, energia mais barata, desemprego menor que muitos dos países superdesenvolvido, poder de compra real, salários melhores, milhares de milhões de pessoas na classe média e outras milhares de milhões fora da linha de miséria (estima-se que mais 10 anos e não haverá miséria no Brasil).

É claro que o combate a corrupção precisa ser constante e que há muito o que fazer, mas tem uma geração usando tablet que não conheceu dificuldades, graças ao presidente Lula e ao PT.

Uma das coisas urgentes para se fazer é a Regulamentação dos Meios de Comunicação.

Deixa eu explicar: Jornal, Rádio, TV são concessões públicas. As organizações tem um dono que lhe foi concedido o direito de praticar a comunicação social por um determinado tempo. Mas ha regras que foram simplesmente ignoradas: no Brasil, não se permite o monopólio, mas só as organizações globo domina mais da metade do mercado de comunicação no país. É justo isso?

Existem reformas necessárias como as do judiciário (que se partidarizou com Joaquim Barbosa e CIA), a política e a tributária. Mas quem tem que fazer essas reformas é o Congresso Nacional. Não se faz isso com uma caneta presidencial. Logo, precisamos de um Congresso compromissado com os anseios populares; um mais à esquerda. Não essa pseudo esquerda chamada Psol, Pstu, PCB ou o mais recente REDE, da Marina Silva. Se não acredita que são falsos esquerdistas, pesquisem com quem se alinharam nos últimos anos para derrotar o projeto de acabar com a miséria do governo federal.

Há uma luta sendo travada e cada um de nós precisa se posicionar. Eu já me decidi lá em 1985 e mantenho firme o propósito de apoiar um projeto que pensa um Brasil mais justo, mais igual, sem miséria, com mais emprego e renda e para todos os brasileiros.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Não é o fim do mundo, mas parece

[ Jardim Marajoara, local onde está sendo construídas 500 unidades residenciais.
Pela Rodovia Presidente Dutra, são 5 km até o centro de Queimados. ]

Queimados não é o fim do mundo. Está a 22°.43’00.54” S e 43°.33’18.92” O e está elevado a 34 metros do nível do mar e cerca de 50 km da capital Rio de Janeiro.

É uma cidadezinha pequena, com aproximadamente 138 mil habitantes ocupando uma área de 76.921 km², emancipada pelo plebiscito de 25 de novembro de 1990. Em 03 de outubro de 1992 teve sua primeira eleição e o prefeito eleito Dr. Jorge César Pereira da Cunha tomou posse em 1° de janeiro de 1993.

Para ser bem sincero, o maior patrimônio desta cidade é o seu povo, que é ordeiro, solidário, simpático e trabalhador. O comércio e a indústria instalada ali não é suficiente para uma economia autônoma. A cidade depende muito dos repasses dos governos Estadual e Federal para garantir programas essenciais como saúde e educação.

[ Praça Nossa Senhora da Conceição.Centro da Cidade Queimados ]

Não fosse por seu povo, e pela desgraça que foi o governo municipal de Nova Iguaçu, quando Queimados era distrito desta cidade, eu diria que Queimados não nasceu para pobres, apesar da mais absoluta falta de qualidade nos serviços públicos e ausências de serviços importantes como internet e Tvs a cabo. Esgotamento sanitário não atinge 60% dos domicílios, as ruas em sua maioria falta pavimentação e transporte é um problema crônico.

Mas por que digo que ela não nasceu para abrigar pessoas pobres? Pelo preço dos imóveis. Não sei que diabos pensam os proprietários de imóveis à venda que colocam os preços lá no topo, sem alcance de pessoas não afortunadas. Imaginem que uma casa simples de dois quartos, numa área plana de 150m², serviços precarizados, o imóvel pode vir a custar 120 mil reais. Aliás, uma casa no Parque Pernambuco, que aderiu ao programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, custa 118 mil reais financiado. Ao final do financiamento, o indivíduo terá pago 4 imóveis semelhantes ao que comprou.

Os preços do imóveis numa cidade desprovida de serviços essenciais se equivalem a um apartamento de dois quartos na capital, Rio de Janeiro, onde a oferta de serviços como educação e saúde são geometricamente superiores.

[ Estrada Carlos Sampaio. Acredite. Estamos a menos de 600 metros daPraça Nossa Sra. da Conceição.O calçamento que existia aqui foiretirado há mais de 3 anos para reformae o produto é este. ]

Dois grandes empreendimentos imobiliários estão sendo realizados na cidade. Ambos ficam bastante afastados do centro, o que não seria um problema não fosse as precárias condições das ruas. Mesmo as que tem asfalto estão muito esburacadas e sofrem constantemente com as enxurradas das chuvas que lhes cobrem de terra e pedras trazidas dos morros. Ambos os empreendimentos são do governo federal e ambos oferecem o incentivo do programa Minha Casa, Minha Vida. Resta-nos saber quanto será vendido cada imóvel e se servirão para a população que ganha até 5 salários mínimos, garantindo moradias para famílias menos afortunadas.

Ainda temos muito o que discutir sobre financiamento de imóveis pela Caixa Econômica Federal, mas isso fica para um outro momento. Neste, quero ficar apenas com a inacreditável sobrevalorização de imóveis nesta pacata cidade da Baixada Fluminense.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Migrando

Caros amigos

Desculpem pela falta de atualização, mas depois do 1° Encontro Nacional de Blogueiros estou migrando os conteúdos desta plataforma para o WordPress. Nosso novo espaço vai se chamar

Logomarca do baixada carioca

Sua visita ao novo espaço e seu comentário pode nos ajudar a deixá-lo com a cara deste novo Brasil.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Terrorismo Sim!

Recebi um email reclamando do termo que uso sobre o GTOG - Grupo Terrorista Organizações Globo. Mas vejam se não tenho razão. O R7 publica uma matéria com o título Capa da Época provoca polêmica sobre imparcialidade nas eleições e fala dessa capa da Época, uma revista cujo comando está nas mãos do neofascista e megaterrorista Ali Kamel.

Na matéria a cientista político da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) Maria do Socorro comenta (observem que não é uma fonte em off que a matéria esconde para não revelar):

A cientista política e professora da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) Maria do Socorro - que também defende que revistas e jornais declarem voto – diz que reportagens como a da Época, publicada às vésperas do início da propaganda eleitoral gratuita, podem pegar de surpresa os eleitores menos informados.

  • - Acho que é um pouco retornar àquela velha cultura de jogar assuntos que levem ao medo, que aterrorizam o eleitor.

Ela lembra que o primeiro “jogo sujo” da oposição à Dilma nesta campanha foi ligar o PT às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

  • - Quando há a possibilidade de perder num primeiro turno, usa-se todos os meios para desconstruir a candidatura que lidera. A tendência, agora, será a de abrir fogo contra Dilma (R7, 2010: os grifos em negrito são meus).

Agora pergunto: isso é ou não é fazer terrorismo eleitoral?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Aviso aos navegantes

Comentaristas estão colocando o blog e o blogueiro no seu devido lugar

O blogueiro Noblá, blá, blá perdeu o juízo se é que o tinha. Imaginem que ele postou em seu Blog no Globo on-line:

"Notaram que caiu muito o número de comentários postados nas notas e artigos deste blog?

Pois notaram errado.

Ocorreu outra coisa: cresceu o número de comentários eliminados. Os comentários entram e a maior parte deles é retirada do ar em seguida. Por que?

Simples: porque aumentou exponencialmente o número de comentários com ofensas, agressões, xingamentos e expressões de baixo nível. Imagino que isso se deva à proximidade das eleições."

A gente tá duvidando disso Noblá, blá, blá. Seus comentaristas estão abandonando-o como o fazem os eleitores do candidato que Mente Por Minuto. Simples assim.