quinta-feira, 4 de março de 2010

Aécio recusa vaga de vice na chapa

(Reportagem de Natuza Nery)

BRASÍLIA (Reuters) - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, formalizou o que há tempos já prometia: recusou o convite do governador de São Paulo, José Serra, para assumir a vaga de vice em sua chapa presidencial.

A informação foi dada à Reuters, na noite de quarta-feira, por um parlamentar do PSDB sob condição de anonimato.

Apesar da negativa de Aécio, a fonte afirmou que o mineiro se comprometeu a fazer o que for preciso para eleger o colega de legenda.

Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, é crucial para os objetivos de Serra. Sem o engajamento de Aécio, a conquista do Estado é bastante difícil.

Segundo a fonte, a conversa teria ocorrido na noite de terça-feira, em Brasília. Na manhã de quarta-feira, os dois participaram da solenidade de homenagem a Tancredo Neves no Senado.

José Serra tem protelado o anúncio de sua pré-candidatura, mesmo diante da pressão dos partidos oposicionistas para que declare seu intenção de concorrer.

Os apelos cresceram após pesquisa do Datafolha mostrar crescimento da ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e queda do tucano.

Sua resistência em antecipar a decisão acabou alimentando rumores na última semana de que poderia não se lançar à disputa. O convite a Aécio Neves, porém, indica que, ao menos, ele está se movimentando.

Comento

Aécio não é bobo. A candidatura de José Serra é uma imposição de São Paulo, dos donos das mídias sediadas lá e tentaram fazer de Minas Gerais uma sucursal subserviente dos paulistas. O PSDB vetou as prévias (onde certamente Aécio venceria, e ele sabia disto) e como já estava costurada uma aliança PSDB-DEM (lembram do “vote num careca e leve dois”?) não se importaram de fritar o mineiro. Com o conhecimento da velha prática do PFL, hoje com a roupagem de DEM, o escândalo de Brasília deixou o não sabe se é candidato José Serra sem vice.

O crescimento de Dilma Rousseff na pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha acendeu a luz amarela-avermelhando para o lado do partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A saída? Aécio vice de Serra. A chapa puro-sangue. Mas aí Aécio já tinha uma decisão tomada e a ratificou no encontro do governador do Estado mais alagado por incompetência administrativa do país. O Estadão noticiou:


O encontro, em um hotel de Brasília, começou tarde da noite de terça-feira e entrou pela madrugada de quarta. O governador paulista convidou Aécio para ser "parceiro" em uma "chapa café com leite", isto é, numa aliança de Minas com São Paulo. Para uma ala dos líderes tucanos, o "não" de Aécio ainda era tratado, ontem à noite, como reversível. Os relatos sobre o encontro, porém, reforçam a tendência de que o governador mineiro não voltará atrás.

Depois do convite de Serra, Aécio pediu que se encerrasse ali a conversa sobre essa questão. O mineiro argumentou que esse debate é ruim porque afeta o próprio Serra e admitiu que a eleição será muito dura
(Estadão).

Mal estar no PSDB e um importante senador tucano sentencia ao fim do dia:

- Vamos deixar Serra sofrer mais um pouco para ver se ele desiste logo, e Aécio assuma isso (O Globo).

Já a decadente Folha de São Paulo coloca um ponto de interrogação sobre a decisão do governador de São Paulo. A que cargo José Serra disputará a próxima eleição? Segundo a reportagem, o tucano deixou clara a disposição de concorrer num jantar com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e em conversas com senadores. Mesmo assim, lideranças do partido receiam que ele recue. Há quem aposte que ele desiste da disputa. Será?

Enquanto aguardamos a decisão do mais indecisos dos candidatos, que tal assistir ao vídeo postado abaixo? É uma delícia de perspectiva!... Vale a pena assistir.

... x ...

E Lula disse não

Brasil não apóia sanções contra o Irã

Hillary Clinton tentou mais uma vez ampliar o domínio americano sobre outras nações. Essa transloucada tentativa de tornar o Irã um novo Iraque (onde estão as armas nucleares que os EUA disseram existir lá?) trouxe a Secretária de Estado norteamericano para tentar convencer o governo brasileiro a apoiar sanções contrárias ao Irã que insiste em enriquecer urânio para fins pacíficos, segundo o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Em maio o presidente Lula visitará o Irã. Para o presidente brasileiro o importante é negociar dizendo não ser “prudente encostar o Irã na parede” (O Globo). Hillary considera as sanções necessárias para evitar que o Irã desenvolva armas nucleares. Ora, mas os EUA têm armas nucleares. Israel também tem. Qual o movimento dos EUA para eliminar essas poderosas armas de destruição em massa? Para pedir que outro país não desenvolva determinada arma, os EUA deviam dar o exemplo e destruir as suas.

E tem gente achando que os estadunidenses estão certos em sua investida.

Indústria avança 1,1% em janeiro após acomodação

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção da indústria brasileira cresceu 1,1 por cento em janeiro, recuperando-se de dois meses seguidos de queda que representaram um período de acomodação do setor.

Sobre igual mês de 2009, a atividade saltou 16 por cento, no melhor janeiro desde 1995, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Analistas consultados pela Reuters previam uma expansão mensal de 1 por cento e uma elevação anual de 16 por cento.

O IBGE revisou ligeiramente para cima o dado de atividade em dezembro, de uma queda inicialmente divulgada de 0,3 por cento sobre novembro para recuo de 0,2 por cento.

Em janeiro sobre dezembro, 14 dos 27 setores industriais tiveram crescimento da produção, com destaque para Produtos de metal (12 por cento), Material eletrônico e de comunicações (14,3 por cento) e Bebidas (8,1 por cento).

Entre as categorias de uso, três tiveram expansão --bens de consumo duráveis (8,6 por cento), bens intermediários (2 por cento) e bens de consumo semi e não duráveis (0,4 por cento)--, enquanto a produção de bens de capital caiu 0,1 por cento.

Na comparação com o ano passado, a produção aumentou em 23 dos 27 setores. O de Veículos automotores teve a maior alta, de 41,4 por cento, seguido por Máquinas e equipamentos (34 por cento) e Metalurgia básica (34,5 por cento).

Esses três setores foram fortemente abatidos pela crise mundial, fazendo com que mostrem recuperação, não só pela base de comparação de janeiro de 2009 como também pela tendência de retomada pós-turbulência.

Todas as categorias de uso tiveram expansão na comparação anual, lideradas por bens de consumo duráveis (36,4 por cento) e bens intermediários (20,2 por cento). Seguiram-se bens de capital, com avanço de 12,8 por cento, e bens de consumo semi e não duráveis, com 5,8 por cento.

Comento

A urubóloga Míriam Leitão deve ta se mordendo de raiva. Suas previsões nunca se confirmam.


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