quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CANDIDATO SERRA
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EX-MINISTRO DA SAÚDE

Esse candidato é uma piada. Como ministro da saúde foi uma piada. Como economista (?) outra piada. Se é pra gente ficar achando graça, resolvi publicar esse vídeo disponível lá no YouTube. Confiram!

video

E a Míriam Suína, ou melhor, Leitão? Entende do quê mesmo?

E POR FALAR EM ANALFABETOS...

Brasília - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que deixou o Brasil hoje de manhã, considera a democracia brasileira um modelo para o mundo
Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano em visita ao Brasil: foto Agência Brasil.


Esse povo que se acha a casta mais nobre da nossa sociedade, que menosprezam os mais pobres e permeiam o preconceito e a intolerância, que insistem que LULA é um analfabeto que não devia ser presidente, ainda que TODOS os números, dados e resultados apontam para uma substantiva melhoria da qualidade de vida dos brasileiros, tentaram a todo custo espalhar o TERROR que seria Mahmoud Ahmadinejad no Brasil.

O presidente Iraniano foi recebido com o maior respeito pelo chefe da nação brasileira. Tratado como humano que é e como devem ser tratados todos os seres vivos na face da terra, Ahmadinejad mostrou-se interessado pela paz no Oriente Médio, desde que isso não seja a negação absoluta das tradições culturais iranianas. Numa entrevista aos repórteres Ivanir Bartot e Lincon Macario da Agência Brasil, o líder iraniano diz que "a era dos armamentos acabou. Começou a era da humanidade, do pensamento. O poder dos povos é o pensamento [...]". Imagino o gosto de fel nas salivas de Miriam Leitão, Willian Waack, Ricardo Noblat, do Reinaldo Azevedo e tantos outros!...

No Irã uma Lei religiosa é extremamente rigorosa na proibição de armas nucleares, por isso Ahmadinejad, quando questionado por que o mundo não compreende o Irã, respondeu:
"Não é o mundo, são alguns países que tem hostilidade conosco, eles querem monopolizar a energia nuclear. Até sã contra o desenvolvimento do Brasil e também são contra o desenvolvimento do Irã. Inspecionaram atividades iranianas e foi divulgado pela Agência Internacional de Energia Nuclear que não houve desvio no programa nuclear iraniano" (Agência Brasil, 2009).

Ahmadinejad disse ainda que os críticos não são contra armamento nuclear porque todos os países que se voltam contra o Irã têm armas nucleares. Leia a entrevista na íntegra, aqui.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Licença

Pessoal, estou abrindo um espaço para publicar uma resenha sobre um artigo que está disponível na internet e que me foi indicado como um excelente texto para trabalhar o estudo do Currículo Escolar. Estou fazendo isso porque na página onde foi originalmente publicado o texto, minha resenha foi censurada. Como eu não gostei disso e estou utilizando um espaço democrático, vou publicar aqui minhas considerações.


RESENHANDO CURRÍCULO ESCOLAR

NAS SÉRIES INICIAIS


Adriano Mesquita: autor de A Formação do Currículo Escolar nas Séries Iniciais

MESQUITA, Adriano de. A Formação do Currículo Escolar nas Séries Iniciais. Disponível em www.webartigos.com/articles/13479/1/a-formacao-do-curriculo-escolar-nas-series-iniciais/pagina1.html

RESUMO

O texto trata da formação do Currículo Escolar (CE) nas séries iniciais da Educação Infantil (Leia-o na íntegra aqui) e da articulação deste entre a teoria e a prática. O autor (Adriano Mesquita) coloca que existe uma base comum em qualquer Currículo garantindo uma unidade no plano nacional, mas coloca a interdisciplinaridade, a contextualização, a identidade, a diversidade e a autonomia como elementos adicionais complementares ao Currículo. Apresenta uma pesquisa realizada com professores de uma escola da rede particular com o objetivo de verificar na prática do cotidiano escolar como se dá a construção do Currículo Escolar das crianças que cursam as séries iniciais da Educação Básica.

Na pesquisa identifica que os pesquisados identificam o Currículo como um ROL DE CONTEÚDOS. Os pesquisados consideram que os Temas Transversais relevantes porque muitas crianças vivenciam ou se relacionam com tais temas. Na concepção moderna, segundo o autor, o Currículo Escolar se forma a partir das necessidades de cada escola e de cada aluno. O que determina a prática do Currículo é um conjunto de fatores que envolve as relações sociais, as trocas de experiências e o contexto nos quais os alunos vivem e determinam essa prática.

Nesse aspecto, o papel do professor e da escola passa por valorizar o senso comum, os saberes já constituídos na prática comunitária e que servirão de base para o conhecimento científico. Isso implica em reconhecer a identidade social como sendo os espaços vividos pelas crianças dentro e fora da escola.

O Currículo se divide em “formal” e “em construção”. O primeiro é um sistema que se compartimentaliza em disciplinas, carga horária, normas etc., contrapondo-se ao segundo porque este aproveita o conhecimento prévio do aluno/a e que serve de base para a construção do conhecimento científico. Há ainda o “currículo oculto” que é formado pelos elementos que não fazem parte do Currículo, mas que são comumente utilizados pelos professores/as, tais como a coerção, a vacância de respeito e a aniquilação da visão de mundo que os alunos/as trazem à escola.

A formação do Currículo Escolar nos documentos oficiais significa refletir sobre o desenvolvimento da educação garantindo a unidade nacional, ou seja, a BASE da educação que é COMUM a todos e todas. A Constituição Federal garante o pluralismo; a LDB (Lei, 9394/96) define a educação como processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na comunidade, nas instituições de ensino, nos movimentos sociais e nas manifestações culturais. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil se diferencia dos demais documentos oficiais porque valoriza os conhecimentos prévios dos alunos e que corroboram para a formação do Currículo Escolar de cada aluno/a.

O autor conclui que Currículo Escolar é um tema que precisa ser melhor explorado, mas em linhas gerais, e com base na pesquisa realizada, percebeu aspecto favorável na articulação entre Teoria e Prática do Currículo Escolar e mostra ser possível aliar os conteúdos programáticos e a experiência de vida dos alunos e alunas nas séries iniciais.

ANÁLISE CRÍTICA

Estudando este e outros textos que igualmente tratam do Currículo percebe-se a razão do resultado da primeira questão da pesquisa realizada pelo autor. Esta questão mostrou que professores/as compreendem o Currículo como um conjunto de conteúdos a serem trabalhados com alunos/as. E por que isso ocorre? Ocorre porque não é fácil perceber o que significa Currículo Escolar como um conjunto de fatores envolvendo as relações sociais, as trocas de experiências e o contexto nos quais os alunos/as vivem e a materialização disso. Achismo? Não. Constatei isso conversando com quatro professoras e uma Orientadora Pedagógica na escola onde fiz meu estágio de Gestão Escolar em Nova Iguaçu. Quando colocado em discussão o que é o Currículo, identificaram os tais aspectos, claramente apresentados pelo autor, como sendo aspectos constantes no Projeto Político Pedagógico (PPP) da Unidade Escolar, inclusive apresentando o PPP onde foi possível percebê-los presentes no MARCO FILOSÓFICO. Para elas, se isto é Currículo ele está presente no PPP da escola, ao mesmo tempo em que o PPP segue as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacional (PCNs).

O grande problema dos textos de que tratam de Currículo é que todos se preocupam em mostrar uma retórica prolixa e, para quem não teve contato com essa temática, fica confuso entender o que vem a ser Currículo Escolar e o que isso quer dizer em termos reais senão que é um sistema que se compartimentaliza em disciplinas, carga horária, normas etc., e o que é pior, se não ficasse claro que a discussão é em torno do Currículo, aquele que lê o discurso pode interpretá-lo como sendo do Projeto Político Pedagógico tamanho a similaridade dos conceitos de ambos, PPP e CE.

Este texto mostra isso claramente no segundo parágrafo do item 1.2 quando o autor diz que o Currículo “passa a ser definido como todas as situações vividas pelo aluno dentro e fora da escola [...]” e isso está previsto em todos os PPPs dos quais tive acesso. Logo, não nos é possível perceber onde termina um e começa o outro. A ausência desse marco divisório é um problema deste e de outros textos que falam sobre CE. Talvez encontremos aí a explicação do por que? nas unidades escolares não se vê um documento chamado Currículo Escolar que expresse o caminho a ser percorrido por elas para a promoção da educação, mas se perguntarmos sobre quais caminhos, medidas e atitudes a escola pensa para promover a educação dos meninos e meninas, nos colocam à disposição o Projeto Político Pedagógico escolar.

Mas o texto é claro quando fala do Currículo formal, do Currículo em construção e do Currículo Oculto, só não deixa claro se estes precisam ser materializados ou ficam num plano metafísico. O que estou dizendo é que não sabemos ainda se professores/as e escola precisam construir um documento chamado Currículo Escolar, além do PPP, que expressem objetivos, metas, caminhos etc., para a promoção da educação. Se é isso que se deseja, seria redundante e, a meu ver, desnecessário.

A pesquisa realizada pelo autor não traz novidade nem esclarece muito sobre Currículo Escolar. Vejamos, por exemplo, a tabela 2 onde ele pergunta se professores/as levam em consideração as visões de mundo dos alunos. Ele esperava que alguém dissesse não? Aliás, o conjunto de respostas possíveis não oferecia essa alternativa. Se todas as respostas possíveis diziam “Sim”, como não dizer que TODOS os entrevistados não colaboram para a formação do Currículo do aluno levando em consideração os saberes prévios?

Na tabela 3 há uma incoerência nos dados e na discussão deles feitas pelo autor além de apresentar o Projeto Político Pedagógico como instrumento que fala da “dinâmica do cotidiano escolar e da comunidade em torno da qual se localiza”. Aqui, a meu ver, Currículo Escolar e PPP se confundem. A tabela pergunta se na construção do PPP a escola faz um estudo da realidade sócio-político-econômica e religiosa da comunidade onde está localizada. Nos dados, 40% (quarenta por cento) dizem que sim e que isso se dá através do diálogo e da abertura à comunidade; 20% (vinte por cento) diz que a escola conhece a clientela e dispensa esse tipo de consulta; 20% faz uma sondagem para identificar o comportamento sociocultural da comunidade e 20% dizem que é necessário realizar tal estudo levando em consideração a realidade da comunidade. Ora, foram quatro respostas e apenas uma se diferencia e é a que diz que a escola já conhece a clientela e dispensa a sondagem. As outras se complementam. Não há divergências entre elas, pois se a escola abre para a participação da comunidade e com esta estabelece um diálogo, assim ela faz uma sondagem que revela os múltiplos contextos da comunidade. E isso é necessário? Claro que sim. Então o autor induziu para que as respostas fossem positivas. Ainda assim ele faz uma leitura equivocada quando diz que “nota-se que a escola onde esta pesquisa foi realizada conhece bem a clientela a que serve”. Ora, pela tabela, essa resposta dispensaria qualquer estudo para a construção do PPP.

Na tabela 4 eu fiquei em dúvida se o que se avalia na escola é o Currículo ou o desempenho dos alunos dentro de uma proposta curricular. Aqui também é possível perceber que as respostas possíveis não permitem outra interpretação e elas se convergem. Afinal, o que ele quer dizer com “em todos os aspectos”? Isso é de uma generalidade sem tamanho e não dispensam os testes, atividades práticas, observações (conteúdos da primeira alternativa), jogos, trabalhos em grupo, brincadeiras e pesquisas (conteúdos da segunda alternativa).

Outra disparidade percebida foi na tabela 6 onde uma pergunta oferece três alternativas de respostas cujos resultados foram 40%, 20% e 40%, mas o autor faz uma leitura onde “todos os informantes (sic) foram unânimes em afirmar que exploram, de alguma forma, os temas transversais [...]”. Até onde sei, unanimidade significa 100% (cem por cento). Mas a disparidade não está nos números, mas na essência, porque o autor tem razão. E por que digo isso? Ora, as respostas não são divergentes, mas complementares. Ou seja, juntando as três, temos uma única resposta, logo, a soma dos números o leva à unanimidade. A questão é: por que fazer uma pergunta dessas e oferecer alternativas de respostas que levam a um resultado previamente conhecido?

A pesquisa em si nada diz, ou melhor, já foi dito antes de dizê-lo. Do jeito que foi formulada ela só podia nos dizer que “os professores têm se esforçado para relacionar os conteúdos escolares a aspectos da vida dos alunos objetivando o desenvolvimento cognitivo dos mesmos”. Não havia possibilidade de resposta diferente. E aí o autor revela outra contradição quando afirma que a “temática da formação do currículo escolar nas séries iniciais é um assunto que ainda precisa ser mais bem explorado”. Eu diria que o tema precisa ser explorado e esclarecido porque do jeito que ele está sendo apresentado, ele suscita muito mais dúvidas que certezas.

POR QUE A OPOSIÇÃO
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QUERIA PROVOCAR UM
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MOVIMENTO ANTI- AHMADINEJAD?


Mahmoud Ahmadinejad
Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã: foto Wikipédia

Acompanhei com certo cuidado esse movimento da oposição em tentar evitar que o presidente do irã Mahmoud Ahmadinejad fosse recebido pelo presidente LULA. Demorei a falar sobre o assunto, porque era preciso entender a essência desse discurso desesperado contra Ahmadinejad. Bem, a que conclusão cheguei?

Quando li o artigo do prefeito de São Paulo José Serra no Estadão citado em alguns blogs, fique pensando numa possibilidade de ser uma jogada oportunista de José Serra em tentar fazer um discurso para se fazer ecoar entre os grupos sociais que iriam protestar contra o presidente do Irã. Grupos de homossexuais, mulheres, palestinos e, claro, da oposição. Mas com algumas críticas mais contundentes que acusam o presidente iraniano de não respeitar os direitos humanos e por isso não devia ser recebido pelo presidente LULA, descartei essa possibilidade. Em primeiro lugar porque Serra não tem discurso para ecoar em lugar nenhum. Tudo o que ele fala é logo esquecido inclusive pelos seus pares que fazem questão de esquecer, ou descambam da candidatura Serra. Mas, e aí? O que é que essa oposição tentava fazer um movimento anti-Ahmadinejad?

A questão está longe do Brasil. Está no Oriente Médio. A razão está lá onde não há PAZ há séculos. Guerras, grupos armados e terroristas são históricos na região. Esse negócio de que o Irã vai enriquecer Urânio para fabricar bombas é balela. Israel tem bombas, os Estados Unidos tem, o Reino Unido tem, a China tem, por que o Irã não pode ter? Meus caros, isso é só argumento. O que está por trás de tudo isso, a meu ver, é impedir que LULA seja o mediador da PAZ no Oriente Médio, paz que os Estados Unidos com toda a sua força e potência não conseguiu mediar, aliás, reforçou a intolerância na medida em que armava Israel. Essa é a questão. Há todo um movimento que visa impedir LULA de ser o pacificador da região, o que lhe renderia, por exemplo, um prêmio Nobel, ou não? E isso meus caros, é o fim para esses caras que achavam que um operário não tem condições de governar uma nação. É o fim para esses caras que acham que para ser presidente tem que fazer parte de uma minoria elitizada, intelectuais a serviço de uma classe minoritária, mas hegemônica.

Isso em véspera de eleição, com Serra despencando e Dilma subindo consistentemente, é para a oposição algo que precisava ser evitado. Com a visita de Ahmadinejad, Lula deixou claro que defendemos os direitos individuais e humanitários, que defendemos a democracia no mundo,defendeu o direito do Irã em enriquecer Urânio para fins pacíficos, estreitou relações comerciais (vocês sabiam que o Irã é um dos maiores consumidores de carne brasileira?) e diplomáticos e vem, no seu modo bem brasileiro, se consolidando como um articulador que transita entre todos, radicais e liberais, arrebanhando simpatia e respeito. Sem escolarização exigida por uma classe preconceituosa e elitista, Lula tem se mostrado intelectual num conceito gramsciano e um líder mundial.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009


LULA, O FILHO DO BRASIL

Sobre o filme Lula, o filho do Brasil, Washington Araújo escreveu no Observatório da Imprensa uma resenha que, finalmente, fala do filme.

Por que eu digo isso? Ora, os jornais, rádios e tvs, repletos de "jornalistas diplomados" falaram de tudo o que aconteceu na estréia da película que será exibida em 400 salas de cinema a partir de janeiro de 2010 (Esse é o motivo da paura dos Demo-peessedebistas.), menos do filme propriamente dito.

A resenha faz uma crítica ao papel que a imprensa e os jornalistas se submeteram para noticiar o fato, e não era pra menos. A imprensa perdeu o sentido ético da informação e se embrenhou no caminho de uma ideologia das classes que dominaram até a chegada de LULA à presidência da República.

Em determinado momento Araújo comenta:
Se todos estavam alegres, felizes na longa espera para o início da projeção, aos 20 minutos do filme já percebíamos ondas de emoção tomando o imenso salão. E não havia pieguice. O que emocionava não era apenas o alto poder de convencimento de Rui Ricardo como Lula nem de Glória Pires, como Lindu. O que emocionava era ver nas telas o Brasil profundo, aquele país que sofre, no mais das vezes, calado; aquele país que tem bem pouca semelhança com a penitenciária paulista do Carandiru e com o bairro carioca Cidade de Deus. Assistíamos naquele ambiente – que apenas a magia do cinema pode evocar – a vitória dos que já nasciam marcados para o fracasso e a celebração do improvável sobre o provável. E nada disso foi notícia nos jornais (Observatório da Imprensa, 2009).

Estou ansioso por ver o filme pra saber por qual motivo as palavras dos oposicionistas saem afogadas em mágoas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

É ESSE O PARTIDO QUE QUER

GOVERNAR O BRASIL?

TÁ LÁ N'O GLOBO ON-LINE


A Comissão de Ciência e Tecnologia Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado vai ter que convidar a presidente da Fundação Cacique Cobra Coral, Adelaide Scritori, para participar da audiência que vai debater as causas do blecaute ocorrido no último dia 10.

O convite para a Fundação Cobra Coral, que é uma entidade esotérica (macumba mesmo!), "especializada em fenômenos climáticos", foi solicitada pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

"Se houve problema meteorológico, como dizem, vamos ouvir a fundação". Disse Virgilio (O Globo, 2009)

O jornal diz ainda que Adelaide Scritori "incorpora o espírito do Cacique Cobra Coral, cuja missão é minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pela ação do homem na natureza".

Você achou absurdo? E eleger um pulha deste é?

O que a macumbeira tem pra dizer sobre o blecaute? Aliás, será ela que vai dizer alguma coisa ou o "cacique Cobra Coral" que vai incorporar na mulher e falar sobre os problemas que provocaram o incidente? Só pra terminar, última pergunta: é esse o partido (PSDB) que quer governar o Brasil? Isso é sério?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

PSICANALISTA DIZ:
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"A QUESTÃO DE FERNANDO HENRIQUE
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PARECE SER NARCÍSICA"


Numa tentativa desesperada de fazer FHC vítima das próprias asneiras que fala, O GLOBO levou questões comportamentais de LULA e de FHC para uma análise psicanalítica. Quem deu o diagnóstico foi o psicanalista Plínio Montagna, presidente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São paulo que disse:
O ex-presidente viu suas ações serem negadas por Lula, viu uma imensa popularidade deste, viu o país ascender enormemente no âmbito internacional, e com aquele que talvez considerasse como uma espécie de filho rebelde, malgrado todas as diferenças. A questão de Fernando Henrique parece narcísica, no sentido que sua imagem passa a ser suplantada pelo sucessor. Lula, tão orgulhoso de si, soa como intolerável para Fernando Henrique (O Globo, 2009)

E o presidente da Associação Nacional de Psicanálise Clínica (ANPC), Dionísio Fleitas Maidana disse que "Fernando Henrique representa, ou quer representar, o pai da classe intelectual, e Lula, a classe dos miseráveis" (idem).

POLÍTICA COLONIALISTA
Noutra entrevista concedida ao jornal espanhol El País, o Fernando Henrique Rancoroso propõe a globalização da política. Ou seja, não basta que multinacionais comandem grandes empresas de seus castelos europeus, ele propõe uma COORDENAÇÃO para uma política internacional a ser implementada nos diferentes países, como se todos os países fossem iguais, com culturas iguais, condições sociais iguais etc.
Para o El País disse:
La ONU se organizó para los países que salieron victoriosos de la guerra. Ahora... si funcionara, no haría falta el G-20. Cumple misiones importantes, se ha renovado, tiene conciencia ecológica, ha creado los indicadores de desarrollo social... Como agencia transformadora, hace un gran trabajo. Pero sus mecanismos no le permiten tener agilidad para ser un directorio mundial. El G-20 es más ágil, pero para tener influencia debería institucionalizarse. Si no, se hace una foto y aprueba recomendaciones que no se cumplen. En el fondo, lo nuevo es que hay 20 países con capacidad de jugar el juego global. La economía ya está globalizada; la política, no. Y hay que globalizarla. Lo cual no significa crear un gobierno universal, una moneda única... no, hay que coordinar. Hay que crear mecanismos de coordinación (El Pais, 2009).
Nesta mesma entrevista ele diz que a política econômica do governo LULA é a mesma que implementou enquanto foi presidente. Pobre FHC!

E para deixar claro que a candidatura da Marina Silva tem mais a ver com a velha política, Rancoroso encerra com uma pérola:
Lleva ya tiempo en campaña, pero no tiene gas, y le complica la candidatura de Marina Silva, que es una mujer ecologista interesante (Idem).
Agora tá explicado porque Caê declarou voto em Marina.

E POR FALAR EM CAETANO...
Dona Canô, 102 anos, mãe de Caetano disse para um jornal baiano que se LULA atender, pede desculpas ela mesma pelo filho incauto. Aliás, o irmão Rodrigo Velloso, Secretário de Cultura em Santo Amaro, em discurso na praça pública pediu desculpas e disse que o pensamento de Caetano não reverbera na família (O Globo, 2009).
Pelo visto, a nobre matriarca continua mais ajuizada que o filho.

sábado, 14 de novembro de 2009


A jornalista da Rede Record de Televisão, a pedido do apresentador do Hoje em Dia, tenta aproveitar-se dos preparativos da repórter da Rede Globo para fazer entrevista e provoca barraco ao vivo.

JORNALISTA DA RECORD PROVOCA BARRACO

O melhor lugar para ficar bem informado é na internet, sobretudo navegando entre Blogs e alternativos. Tenho lido muita discussão com pesadas críticas à jornalista da Rede Globo que fazia uma reportagem com o Secretário de Minas e Energia Marcio Zimmermam. Alguns dizem que é o poder da Globo que impôs uma EXCLUSIVA, exigindo o afastamento da jornalista (?) da Record (O Barraco pode ser visto aqui). Pois bem, todo jornalista sai da academia com um canudo e um sonho: o sonho de ser bem sucedido e suceder o Bonner (?). Os caminhos que os levam a batalhar o sonho é extremamente concorrido, dada a quantidade de recém graduados e oferta no mercado de trabalho. Quando consegue seu "lugarzinho", ainda que seja na Globo, além dos desafios naturais da profissão surgem outros que já se misturam aos naturais, tais como o de superar as exigências dos seus editores chefes e suas ideologias balizantes e o da concorrência com outros jornalistas. O seu sonho inclui o desafio de conseguir uma EXCLUSIVA.

Imaginem: no meio da "crise" que a oposição nos tenta fazer acreditar existir, eu, jornalista, consigo uma exclusiva com uma pessoa que tem autoridade para falar do assunto!... É o máximo! E me renderia bons elogios dos meus pares na redação.

Todos os jornalistas JORNALISTAS sabem que as Organizações Globo, O Grupo Abril (Folha, veja etc.) e o Estadão, a partir do saber que o blecaute atingiu boa parte do Brasil, já determinaram "O APAGÃO" como PAUTA para TODOS os jornalistas, desde os gastronômicos, passando pelo policial, econômico etc., até culminar com o político. Não vou discutir aqui o motivo de determinar o fato como pauta principal do (s) dia (s) seguinte (s). O que nos interessa foi o "barraco" entre as emissoras através de suas jornalistas.

Ora, a representante da Globo, emissora da qual não sou nada simpático pelo seu jornalismo extremamente ideologizado, batalhou o seu sonho. Foi lá e conseguiu agendar uma EXCLUSIVA com o Secretário MZ.

A Record, por absoluta incompetência, não estabeleceu prioridade no esclarecimento sobre o blecaute. Aquela repórter que foi lá, a pedido do apresentador do HOJE EM DIA, sem nenhum trabalho para conquistar a sua entrevista, aproveitou-se do fazer alheio para realizar a sua parte. Vejam: eu não estou defendendo que o MZ não desse entrevista para a Record. O que estou dizendo, é que o momento não era aquele. Ela poderia perfeitamente esperar a conclusão do trabalho da global, para fazer uma outra matéria também exclusiva para a Record.

O problema é que entre as emissoras há um imbróglio em andamento e todos nós estamos cansado dessa Globo que tenta deturpar tudo ao prazer dos seus editores e suas ideologias, políticas inclusive. Como jornalista, eu também ficaria muito irritado com o OPORTUNISMO do outro. Não gostaria de ver minha conquista sendo vilipendiada por absoluta falta de competência e iniciativa. Se tivesse na posição da repórter da Record, batalharia uma entrevista com MZ também de forma exclusiva, mas respeitaria a conquista da outra. A meu ver faltou profissionalismo, faltou competência e, sobretudo, faltou respeito com uma companheira de profissão.

Vamos nos livrar dessa aversão à Globo por alguns minutos e nos aprofundar apenasmente no trabalho das jornalistas em questão. Coloque-se no lugar da primeira (Globo) e reflita como seria sua atitude no lugar da segunda (Record). Talvez você não tenha a mesma opinião, mas penso que a Record forçou barra para acirrar a discórdia entre ambas as emissoras e tentar jogar os incautos contra a Globo. A Record errou desde que não tinha uma pauta para a jornalista e quando a incitou a ferir a ética que a profissão exige. Continuamos a detestar a Globo, mas nesse episódio, a meu ver, quem errou foi a Record.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

APAGÃO

São 23:10 horas. Tudo completamente escuro lá fora. Aqui dentro só a luz produzida pela imagem da tela do Notebook. Acabei de ouvir a repórter Andréa Lara, pela Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Ela entrevistou o ministro de Minas e Energia Edson Lobão que explicou que o motivo se difere, em muito, do apagão de 2001. "Aquele foi por falta de energia, hoje temos energia sobrando. O problema ainda precisa ser verificado, mas pode ter sido por um problema climático (referindo-se a raios) e nossos técnicos e todos as empresas envolvidas na produção e fornecimento de energia estão trabalhando para resolver o problema", disse Lobão.

O ministro também explicou que o problema foi originado na usina de Itaipu e que teve um efeito "dominó" porque o sistema é interligado com vários ramais. Lobão disse que essa é a fragilidade do sistema, já que uma rede pode derrubar outros pontos além daquele de onde se originou o problema, mas que também é um sistema que favorece suprir a necessidade de uma determinada região quando sofre um apagão, porque a energia de outra região pode ser desviada para onde ocorreu a queda do sistema.

O fato é que o Rio ficou completamente escuro. Acredito piamente que o sistema vai ser restabelecido logo e que as causas serão devidamente apuradas. Não quero acreditar em blackout provocado, mas não podemos descartar essa hipótese. Imagino que agora, 2 horas depois que iniciou o problema, algumas pessoas alegremente se aglomeram em vídeo-conferências para tentar tirar um proveito político disso. Estou vendo o sorriso de satisfação do Waack e da Leitão e um brilho jamais visto nos olhos do Serra.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Cabo Verde sofre
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com epidemia de dengue


Vila Nova Sintra-Ilha Brava (Wikipédia)

Nossos amigos caboverdianos passam por um momento difícil. Já são mais de 11 mil casos de dengue confirmados com 6 óbitos (Fonte: Expresso das Ilhas) para uma população menor que a população da cidade Duque de Caxias, na baixada fluminense do Rio de Janeiro (Wikipédia). O que me chamou a atenção em tudo o que li no referido periódico é que eles atribuem ao Brasil a origem do mosquito Aedes aegypti.
O bom de tudo é que a comunidade internacional, nesta hora, comparece. A França já enviou sua contribuição com barracas de campanha para montagem de postos de atendimento aos doentes. O Brasil, com sua experiência no combate ao mosquito, bem que poderia contribuir com Cabo Verde...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Lula recebe prêmio da

Chatham House Prize 2009

Presidente Lula com o Prémio Chatham HouseLuiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República Federativa do Brasil, foi o agraciado com o Prêmio Chatham House, 2009.

O Prêmio anual é concedido para o político que é considerado pelos membros da Chatham House ter feito a contribuição mais significativa para a melhoria das relações internacionais no ano anterior.

Ao escolhido é oferecido um prêmio de cristal e um pergaminho assinado pela Rainha Elisabeth II.

Para os membros da Chatham House o presidente Lula é um fator importante de estabilidade e de integração na América Latina e reconhecido como uma liderança na contribuição para a resolução de crises regionais e para liderar a missão de estabilização da ONU no Haiti. A Chatham House reconheceu que o presidente Lula desempenhou um papel central na criação do tratado constitutivo da União Sul-americana de Nações (UNASUL) e na capacidade de Cuba para ser integrado como um membro de pleno direito do Grupo do Rio, que foi criada para facilitar o diálogo político entre as nações latino-americanas .

Eles consideraram ainda que sob o governo Lula o Brasil está mais integrado na economia global e tem trabalhado para fomentar o consenso em matéria de comércio multilateral e fóruns econômicos. Nos parece que o reconhecimento significativo para conceder o prêmio ao presidente Lula foram as políticas nacional para a redução da pobreza no Brasil.

SAR o Duque de Kent com o presidente LulaPresidente Lula com o senhor Mandelson

"O presidente Lula foi eleito o vencedor deste ano do Prêmio Chatham House por causa de suas qualidades notáveis como um líder nacional, regional e internacional. Felicito calorosamente o presidente, este prêmio que, assim como reconhecer suas realizações pessoais, é um reconhecimento da crescente influência que ele conseguiu para o Brasil."

Robin Niblett, Diretor da Chatham House

Esse pessoal da Globo, do Estadão e da Folha devem estar em polvorosa.


Prêmio Chatham House

O Prémio Chatham House Prize

O Prêmio Chatham House anual é concedido para o político que é considerado pelos membros da Chatham House ter feito a contribuição mais significativa para a melhoria das relações internacionais no ano anterior.

O processo de seleção conta com a experiência das equipes de apuração da Chatham House e três presidentes - Lord Ashdown, Sir John Major e Lord Robertson. Os membros são convidados a votar em um político de acordo com os critérios estabelecidos.

Ao vencedor é oferecido um prêmio de cristal e um pergaminho assinado pelo patrono, Sua Majestade a Rainha. A cerimônia de premiação e jantar ocorre em um local da cidade de Londres, com palestras proferidas por figuras de destaque nos assuntos internacionais.

A ideia para o Prêmio Chatham House foi concebida em 2004, sob orientação do professor Victor Bulmer-Thomas, o então diretor, e com o apoio crucial de início Raj Loomba do Trust Loomba e membro do Conselho. Juntos, eles presidiram o primeiro prêmio em 2005 e contribuíram para definir o modelo que tem garantido sua continuidade.

As informações podem ser conferidas no Site da Organização Chatham House.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A GENTE JÁ PASSOU POR MUITA COISA









“A gente já passou por muita coisa.

Vinte anos atrás não dava pra imaginar que o Brasil ia superar a inflação. Há quinze, a gente não imaginava que dava pra rodar o mundo inteiro num clique (do mouse), que todo mundo ia ter celular. Num imaginava o tetra, o penta... Há dez anos atrás (sic) quem podia imaginar a gente emprestando dinheiro pro FMI? Há três anos, você não imaginava que seríamos pioneiros em biocombustível. Há seis meses, ninguém imaginava uma luz no fim do túnel. E veja como são as coisas”: há alguns segundos você pensava que eu estava reescrevendo a campanha publicitária do Agile, da Chevrolet, não é mesmo?

Mas eu reescrevi mesmo a campanha pra falar de outra coisa importante. Quando o indivíduo se investe de rancor e ódio, como diz o presidente LULA, só o rancoroso sofre. Na campanha para presidente em 2002, a atriz Regina Duarte, um dia chamada de “namoradinha do Brasil” veio a público pedir voto pro atual governador de São Paulo. Disse ela: “Eu estou com medo (do LULA)!” Depois disso, a infeliz desapareceu. LULA disse que o medo ia dar lugar à esperança e o Brasil venceu. Venceu porque a vitória de LULA representou a saída de mais de vinte milhões de famílias da miséria; porque representou milhares de estudantes realizando o sonho do curso superior; porque investiu-se em infra-estrutura e pesquisa e o Brasil espalhou para o mundo o sonho do biocombustível e tornou-se a mais promissora nação em riqueza com a descoberta das reservas petrolíferas no pré-sal; porque quando a crise estadunidense eclodiu e o mundo se desesperou, LULA facilitou o crédito e estimulou o consumo interno, mostrando aos corroídos pela inveja, pelo ódio e pelo preconceito que o impacto da crise sobre o Brasil não seria sentido como nas outras nações.

A campanha é utilizada aqui para mostrar que LULA estava (e está) certo quando diz que somos hoje melhores que ontem e que seremos melhores ainda no futuro porque ele sempre acreditou na “luz do fim do túnel”. Recentemente LULA afirmou aos jornalistas que os “formadores de opinião” estavam reduzidos a palpiteiros, porque o povo aprendeu a ser crítico quando lê ou ouve uma informação. Estamos todos com muita esperança no futuro, porque temos um presidente que consegue falar a nossa língua, entender a nossa necessidade e manter viva a nossa esperança.