
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
RESENHANDO CURRÍCULO ESCOLAR
NAS SÉRIES INICIAIS
Adriano Mesquita: autor de A Formação do Currículo Escolar nas Séries Iniciais
MESQUITA, Adriano de. A Formação do Currículo Escolar nas Séries Iniciais. Disponível em www.webartigos.com/articles/13479/1/a-formacao-do-curriculo-escolar-nas-series-iniciais/pagina1.html
RESUMO
O texto trata da formação do Currículo Escolar (CE) nas séries iniciais da Educação Infantil (Leia-o na íntegra aqui) e da articulação deste entre a teoria e a prática. O autor (Adriano Mesquita) coloca que existe uma base comum em qualquer Currículo garantindo uma unidade no plano nacional, mas coloca a interdisciplinaridade, a contextualização, a identidade, a diversidade e a autonomia como elementos adicionais complementares ao Currículo. Apresenta uma pesquisa realizada com professores de uma escola da rede particular com o objetivo de verificar na prática do cotidiano escolar como se dá a construção do Currículo Escolar das crianças que cursam as séries iniciais da Educação Básica.
Na pesquisa identifica que os pesquisados identificam o Currículo como um ROL DE CONTEÚDOS. Os pesquisados consideram que os Temas Transversais relevantes porque muitas crianças vivenciam ou se relacionam com tais temas. Na concepção moderna, segundo o autor, o Currículo Escolar se forma a partir das necessidades de cada escola e de cada aluno. O que determina a prática do Currículo é um conjunto de fatores que envolve as relações sociais, as trocas de experiências e o contexto nos quais os alunos vivem e determinam essa prática.
Nesse aspecto, o papel do professor e da escola passa por valorizar o senso comum, os saberes já constituídos na prática comunitária e que servirão de base para o conhecimento científico. Isso implica em reconhecer a identidade social como sendo os espaços vividos pelas crianças dentro e fora da escola.
O Currículo se divide em “formal” e “em construção”. O primeiro é um sistema que se compartimentaliza em disciplinas, carga horária, normas etc., contrapondo-se ao segundo porque este aproveita o conhecimento prévio do aluno/a e que serve de base para a construção do conhecimento científico. Há ainda o “currículo oculto” que é formado pelos elementos que não fazem parte do Currículo, mas que são comumente utilizados pelos professores/as, tais como a coerção, a vacância de respeito e a aniquilação da visão de mundo que os alunos/as trazem à escola.
A formação do Currículo Escolar nos documentos oficiais significa refletir sobre o desenvolvimento da educação garantindo a unidade nacional, ou seja, a BASE da educação que é COMUM a todos e todas. A Constituição Federal garante o pluralismo; a LDB (Lei, 9394/96) define a educação como processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na comunidade, nas instituições de ensino, nos movimentos sociais e nas manifestações culturais. O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil se diferencia dos demais documentos oficiais porque valoriza os conhecimentos prévios dos alunos e que corroboram para a formação do Currículo Escolar de cada aluno/a.
O autor conclui que Currículo Escolar é um tema que precisa ser melhor explorado, mas em linhas gerais, e com base na pesquisa realizada, percebeu aspecto favorável na articulação entre Teoria e Prática do Currículo Escolar e mostra ser possível aliar os conteúdos programáticos e a experiência de vida dos alunos e alunas nas séries iniciais.
ANÁLISE CRÍTICA
Estudando este e outros textos que igualmente tratam do Currículo percebe-se a razão do resultado da primeira questão da pesquisa realizada pelo autor. Esta questão mostrou que professores/as compreendem o Currículo como um conjunto de conteúdos a serem trabalhados com alunos/as. E por que isso ocorre? Ocorre porque não é fácil perceber o que significa Currículo Escolar como um conjunto de fatores envolvendo as relações sociais, as trocas de experiências e o contexto nos quais os alunos/as vivem e a materialização disso. Achismo? Não. Constatei isso conversando com quatro professoras e uma Orientadora Pedagógica na escola onde fiz meu estágio de Gestão Escolar em Nova Iguaçu. Quando colocado em discussão o que é o Currículo, identificaram os tais aspectos, claramente apresentados pelo autor, como sendo aspectos constantes no Projeto Político Pedagógico (PPP) da Unidade Escolar, inclusive apresentando o PPP onde foi possível percebê-los presentes no MARCO FILOSÓFICO. Para elas, se isto é Currículo ele está presente no PPP da escola, ao mesmo tempo em que o PPP segue as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacional (PCNs).
O grande problema dos textos de que tratam de Currículo é que todos se preocupam em mostrar uma retórica prolixa e, para quem não teve contato com essa temática, fica confuso entender o que vem a ser Currículo Escolar e o que isso quer dizer em termos reais senão que é um sistema que se compartimentaliza em disciplinas, carga horária, normas etc., e o que é pior, se não ficasse claro que a discussão é em torno do Currículo, aquele que lê o discurso pode interpretá-lo como sendo do Projeto Político Pedagógico tamanho a similaridade dos conceitos de ambos, PPP e CE.
Este texto mostra isso claramente no segundo parágrafo do item 1.2 quando o autor diz que o Currículo “passa a ser definido como todas as situações vividas pelo aluno dentro e fora da escola [...]” e isso está previsto em todos os PPPs dos quais tive acesso. Logo, não nos é possível perceber onde termina um e começa o outro. A ausência desse marco divisório é um problema deste e de outros textos que falam sobre CE. Talvez encontremos aí a explicação do por que? nas unidades escolares não se vê um documento chamado Currículo Escolar que expresse o caminho a ser percorrido por elas para a promoção da educação, mas se perguntarmos sobre quais caminhos, medidas e atitudes a escola pensa para promover a educação dos meninos e meninas, nos colocam à disposição o Projeto Político Pedagógico escolar.
Mas o texto é claro quando fala do Currículo formal, do Currículo em construção e do Currículo Oculto, só não deixa claro se estes precisam ser materializados ou ficam num plano metafísico. O que estou dizendo é que não sabemos ainda se professores/as e escola precisam construir um documento chamado Currículo Escolar, além do PPP, que expressem objetivos, metas, caminhos etc., para a promoção da educação. Se é isso que se deseja, seria redundante e, a meu ver, desnecessário.
A pesquisa realizada pelo autor não traz novidade nem esclarece muito sobre Currículo Escolar. Vejamos, por exemplo, a tabela 2 onde ele pergunta se professores/as levam em consideração as visões de mundo dos alunos. Ele esperava que alguém dissesse não? Aliás, o conjunto de respostas possíveis não oferecia essa alternativa. Se todas as respostas possíveis diziam “Sim”, como não dizer que TODOS os entrevistados não colaboram para a formação do Currículo do aluno levando em consideração os saberes prévios?
Na tabela 3 há uma incoerência nos dados e na discussão deles feitas pelo autor além de apresentar o Projeto Político Pedagógico como instrumento que fala da “dinâmica do cotidiano escolar e da comunidade em torno da qual se localiza”. Aqui, a meu ver, Currículo Escolar e PPP se confundem. A tabela pergunta se na construção do PPP a escola faz um estudo da realidade sócio-político-econômica e religiosa da comunidade onde está localizada. Nos dados, 40% (quarenta por cento) dizem que sim e que isso se dá através do diálogo e da abertura à comunidade; 20% (vinte por cento) diz que a escola conhece a clientela e dispensa esse tipo de consulta; 20% faz uma sondagem para identificar o comportamento sociocultural da comunidade e 20% dizem que é necessário realizar tal estudo levando em consideração a realidade da comunidade. Ora, foram quatro respostas e apenas uma se diferencia e é a que diz que a escola já conhece a clientela e dispensa a sondagem. As outras se complementam. Não há divergências entre elas, pois se a escola abre para a participação da comunidade e com esta estabelece um diálogo, assim ela faz uma sondagem que revela os múltiplos contextos da comunidade. E isso é necessário? Claro que sim. Então o autor induziu para que as respostas fossem positivas. Ainda assim ele faz uma leitura equivocada quando diz que “nota-se que a escola onde esta pesquisa foi realizada conhece bem a clientela a que serve”. Ora, pela tabela, essa resposta dispensaria qualquer estudo para a construção do PPP.
Na tabela 4 eu fiquei em dúvida se o que se avalia na escola é o Currículo ou o desempenho dos alunos dentro de uma proposta curricular. Aqui também é possível perceber que as respostas possíveis não permitem outra interpretação e elas se convergem. Afinal, o que ele quer dizer com “em todos os aspectos”? Isso é de uma generalidade sem tamanho e não dispensam os testes, atividades práticas, observações (conteúdos da primeira alternativa), jogos, trabalhos em grupo, brincadeiras e pesquisas (conteúdos da segunda alternativa).
Outra disparidade percebida foi na tabela 6 onde uma pergunta oferece três alternativas de respostas cujos resultados foram 40%, 20% e 40%, mas o autor faz uma leitura onde “todos os informantes (sic) foram unânimes em afirmar que exploram, de alguma forma, os temas transversais [...]”. Até onde sei, unanimidade significa 100% (cem por cento). Mas a disparidade não está nos números, mas na essência, porque o autor tem razão. E por que digo isso? Ora, as respostas não são divergentes, mas complementares. Ou seja, juntando as três, temos uma única resposta, logo, a soma dos números o leva à unanimidade. A questão é: por que fazer uma pergunta dessas e oferecer alternativas de respostas que levam a um resultado previamente conhecido?
A pesquisa em si nada diz, ou melhor, já foi dito antes de dizê-lo. Do jeito que foi formulada ela só podia nos dizer que “os professores têm se esforçado para relacionar os conteúdos escolares a aspectos da vida dos alunos objetivando o desenvolvimento cognitivo dos mesmos”. Não havia possibilidade de resposta diferente. E aí o autor revela outra contradição quando afirma que a “temática da formação do currículo escolar nas séries iniciais é um assunto que ainda precisa ser mais bem explorado”. Eu diria que o tema precisa ser explorado e esclarecido porque do jeito que ele está sendo apresentado, ele suscita muito mais dúvidas que certezas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009
TÁ LÁ N'O GLOBO ON-LINE
A Comissão de Ciência e Tecnologia Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado vai ter que convidar a presidente da Fundação Cacique Cobra Coral, Adelaide Scritori, para participar da audiência que vai debater as causas do blecaute ocorrido no último dia 10.
O convite para a Fundação Cobra Coral, que é uma entidade esotérica (macumba mesmo!), "especializada em fenômenos climáticos", foi solicitada pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).
"Se houve problema meteorológico, como dizem, vamos ouvir a fundação". Disse Virgilio (O Globo, 2009)
O jornal diz ainda que Adelaide Scritori "incorpora o espírito do Cacique Cobra Coral, cuja missão é minimizar catástrofes que podem ocorrer em razão dos desequilíbrios provocados pela ação do homem na natureza".
Você achou absurdo? E eleger um pulha deste é?
O que a macumbeira tem pra dizer sobre o blecaute? Aliás, será ela que vai dizer alguma coisa ou o "cacique Cobra Coral" que vai incorporar na mulher e falar sobre os problemas que provocaram o incidente? Só pra terminar, última pergunta: é esse o partido (PSDB) que quer governar o Brasil? Isso é sério?
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009
segunda-feira, 9 de novembro de 2009

sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Lula recebe prêmio da
Chatham House Prize 2009
Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República Federativa do Brasil, foi o agraciado com o Prêmio Chatham House, 2009.
O Prêmio anual é concedido para o político que é considerado pelos membros da Chatham House ter feito a contribuição mais significativa para a melhoria das relações internacionais no ano anterior.
Ao escolhido é oferecido um prêmio de cristal e um pergaminho assinado pela Rainha Elisabeth II.
Para os membros da Chatham House o presidente Lula é um fator importante de estabilidade e de integração na América Latina e reconhecido como uma liderança na contribuição para a resolução de crises regionais e para liderar a missão de estabilização da ONU no Haiti. A Chatham House reconheceu que o presidente Lula desempenhou um papel central na criação do tratado constitutivo da União Sul-americana de Nações (UNASUL) e na capacidade de Cuba para ser integrado como um membro de pleno direito do Grupo do Rio, que foi criada para facilitar o diálogo político entre as nações latino-americanas .
Eles consideraram ainda que sob o governo Lula o Brasil está mais integrado na economia global e tem trabalhado para fomentar o consenso em matéria de comércio multilateral e fóruns econômicos. Nos parece que o reconhecimento significativo para conceder o prêmio ao presidente Lula foram as políticas nacional para a redução da pobreza no Brasil.
"O presidente Lula foi eleito o vencedor deste ano do Prêmio Chatham House por causa de suas qualidades notáveis como um líder nacional, regional e internacional. Felicito calorosamente o presidente, este prêmio que, assim como reconhecer suas realizações pessoais, é um reconhecimento da crescente influência que ele conseguiu para o Brasil."
Robin Niblett, Diretor da Chatham House
Esse pessoal da Globo, do Estadão e da Folha devem estar em polvorosa.
Prêmio Chatham House
O Prêmio Chatham House anual é concedido para o político que é considerado pelos membros da Chatham House ter feito a contribuição mais significativa para a melhoria das relações internacionais no ano anterior.
O processo de seleção conta com a experiência das equipes de apuração da Chatham House e três presidentes - Lord Ashdown, Sir John Major e Lord Robertson. Os membros são convidados a votar em um político de acordo com os critérios estabelecidos.
Ao vencedor é oferecido um prêmio de cristal e um pergaminho assinado pelo patrono, Sua Majestade a Rainha. A cerimônia de premiação e jantar ocorre em um local da cidade de Londres, com palestras proferidas por figuras de destaque nos assuntos internacionais.
A ideia para o Prêmio Chatham House foi concebida em 2004, sob orientação do professor Victor Bulmer-Thomas, o então diretor, e com o apoio crucial de início Raj Loomba do Trust Loomba e membro do Conselho. Juntos, eles presidiram o primeiro prêmio em 2005 e contribuíram para definir o modelo que tem garantido sua continuidade.
As informações podem ser conferidas no Site da Organização Chatham House.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
A GENTE JÁ PASSOU POR MUITA COISA

“A gente já passou por muita coisa.
Vinte anos atrás não dava pra imaginar que o Brasil ia superar a inflação. Há quinze, a gente não imaginava que dava pra rodar o mundo inteiro num clique (do mouse), que todo mundo ia ter celular. Num imaginava o tetra, o penta... Há dez anos atrás (sic) quem podia imaginar a gente emprestando dinheiro pro FMI? Há três anos, você não imaginava que seríamos pioneiros em biocombustível. Há seis meses, ninguém imaginava uma luz no fim do túnel. E veja como são as coisas”: há alguns segundos você pensava que eu estava reescrevendo a campanha publicitária do Agile, da Chevrolet, não é mesmo?
Mas eu reescrevi mesmo a campanha pra falar de outra coisa importante. Quando o indivíduo se investe de rancor e ódio, como diz o presidente LULA, só o rancoroso sofre. Na campanha para presidente em 2002, a atriz Regina Duarte, um dia chamada de “namoradinha do Brasil” veio a público pedir voto pro atual governador de São Paulo. Disse ela: “Eu estou com medo (do LULA)!” Depois disso, a infeliz desapareceu. LULA disse que o medo ia dar lugar à esperança e o Brasil venceu. Venceu porque a vitória de LULA representou a saída de mais de vinte milhões de famílias da miséria; porque representou milhares de estudantes realizando o sonho do curso superior; porque investiu-se em infra-estrutura e pesquisa e o Brasil espalhou para o mundo o sonho do biocombustível e tornou-se a mais promissora nação em riqueza com a descoberta das reservas petrolíferas no pré-sal; porque quando a crise estadunidense eclodiu e o mundo se desesperou, LULA facilitou o crédito e estimulou o consumo interno, mostrando aos corroídos pela inveja, pelo ódio e pelo preconceito que o impacto da crise sobre o Brasil não seria sentido como nas outras nações.
A campanha é utilizada aqui para mostrar que LULA estava (e está) certo quando diz que somos hoje melhores que ontem e que seremos melhores ainda no futuro porque ele sempre acreditou na “luz do fim do túnel”. Recentemente LULA afirmou aos jornalistas que os “formadores de opinião” estavam reduzidos a palpiteiros, porque o povo aprendeu a ser crítico quando lê ou ouve uma informação. Estamos todos com muita esperança no futuro, porque temos um presidente que consegue falar a nossa língua, entender a nossa necessidade e manter viva a nossa esperança.